César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“Presente e futuro de Blumenau diante da pandemia”

Colunista discute sobre o impacto econômico que a cidade sofrerá e suas alternativas diante da quarentena pela Covid-19

César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“Presente e futuro de Blumenau diante da pandemia”

Colunista discute sobre o impacto econômico que a cidade sofrerá e suas alternativas diante da quarentena pela Covid-19

César Wolff

Após quatro meses de incidência dos efeitos da Covid-19 e com 100% de ocupação dos leitos de UTI, precisamos nos unir para debelar a pandemia, mas também para planejar ações concretas que garantirão o futuro de nossa gente.

Não dá para fugir, ignorar ou subestimar o coronavírus. Fechar tudo também não é uma opção sustentável, como já ficou provado aqui em Blumenau. É preciso aprender a conviver e – especialmente – a se proteger desse inimigo implacável.

A esperança em que algum governante trará a solução definitiva é leviana. Governos, quando muito, conseguem fazer simples gestos, acenos, discursos e, com muita dificuldade, algumas poucas implementações práticas, mas nunca o suficiente para atender, com segurança e dignidade, a todos. Nunca.

Sempre foi assim. No Brasil serviços públicos são sinônimo de ineficiência, descaso e corrupção. Se não apresentaram um mínimo de qualidade em tempos normais, por que então agora, diante de grave crise financeira, será diferente?

Fato é que poderíamos ter implementado há muitos anos o ensino mediado por tecnologias, serviços de saúde condizentes com o grande volume de nossa carga tributária, além de transporte coletivo minimamente salubre. Mas nós, repita-se, nunca desfrutamos da prestação eficiente de direitos sociais, que se constituem num grande conjunto de promessas não cumpridas da última Constituinte.

O que fazer então? No plano individual, o caminho passa pela autodisciplina, pela prevenção e pelo isolamento social na medida das possibilidades e da condição de saúde de cada um nós. O melhor caminho é seguir a máxima do ex-presidente estadunidense John F. Kennedy e não aguardar pelo o que nossos governos poderão fazer por nós.

No plano coletivo, o setor produtivo precisa se preparar para enfrentar a grande recessão econômica que já nos encontramos. Conhecer os números oficiais de desempregos, da queda de arrecadação, da variação do PIB local, da produção industrial, do volume de transações no comércio e no setor de serviços será o primeiro passo. A partir daí será preciso projetar cenários, investir em pesquisas e cobrar políticas de incentivos fiscais para manutenção de empresas e atração de novos investimentos.

Parece claro que nossa Blumenau tem revelado grande diferencial nesse momento de pandemia a partir da manutenção de empregos ligados às empresas de área de Tecnologia da Informação, cuja adaptação para o home office se deu quase que instantaneamente. É possível que tenha chegado o grande momento da suprema valorização dessa importante vocação do nosso setor produtivo, especialmente para se levar adiante projetos de ponta como o do Distrito de Inovação.

Urge, mais do que nunca, sejam planejadas as medidas que garantirão emprego e renda aos blumenauenses nesse futuro próximo, quem sabe, e apenas para citar, a transformar-nos num efetivo Vale do Silício Brasileiro. Este e outros diferenciais de nossa Cidade precisam ser muito bem delineados e implementados a bem de todos nós.

PS.: Esse título de Vale do Silício Brasileiro é aparentemente disputado por muitas cidades, mas considerando que aqui nasceu a pioneira empresa Cetil e o software editor de textos “Fácil”, além de tantas outras inovações nas duas últimas décadas do século passado, temos sim chances reais de galgar esse importante reconhecimento.


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