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Comércio de Blumenau adere ao Pix, mas uso ainda é pouco divulgado

Entidades apoiam a aplicação do meio de pagamento, porém, ainda não orientaram associados

Após meio ano de uso, o Pix deixou de ser um desconhecido da população brasileira para se tornar o melhor amigo de quem gosta de deixar a carteira em casa. Por sua facilidade e agilidade, é difícil encontrar um comércio ou prestador de serviços que ainda não aceite o método de pagamento.

Ainda assim, alguns comerciantes blumenauenses relatam ser mais comum que o pedido venha do cliente. A possibilidade do pagamento via Pix ainda é pouco divulgada nos balcões das lojas e restaurantes.

“Ele veio para facilitar e agilizar os negócios. Não tem horário, tá disponível 24 horas por dia, até nos fins de semana. Antigamente a pessoa fazia uma transferência bancária e só caía no dai seguinte, não conseguia finalizar a negociação na hora”, justifica Pedro Gilmar Fank, presidente da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Blumenau (Ampe).

As demais entidades da cidade também têm apenas elogios ao sistema. Porém, relatam que ainda não fizeram um trabalho voltado à orientação dos associados. Uma forma de incentivar o uso é oferecer o QR Code da chave Pix no balcão do estabelecimento.

Alguns comércios deixam o QR Code à vista para que os clientes façam as transações. Foto: Divulgação

Um restaurante de Blumenau que irá aderir à plaquinha é o Vegecetera, na rua Ângelo Dias. Atualmente, o sistema acaba sendo usado mais pelos clientes que fazem encomendas ou os que pedem pela chave.

“É um grande avanço para todo mundo, não só para o comércio. Nós pagamos menos taxas e os clientes têm como pagar se esquecerem o cartão em casa. A tendência é ser cada vez mais aceito”, projeta Eduardo Jardim, um dos proprietários.

Leia também: Contatos do celular poderão ser integrados ao Pix partir de abril

Apesar de também não ter incentivado o uso pelos associados do Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau e Região (Sindilojas) até então, o presidente Emilio Schramm pretende orientar a adesão das plaquinhas.

“Todo mundo tem, mas não oferece para o cliente. O pessoal precisa se adaptar o mais rápido possível. Acabei de chegar de uma viagem e praticamente só usei Pix. Instantâneo, ágil, sem despesas”, diz.

Mesmo lojas que trabalham com valores altos, relatam que os clientes aproveitam o sistema. Apesar de não permitir parcelamento, já que é uma transferência, o Pix possibilita que os comerciantes ofereçam o mesmo desconto das compras à vista.

“Como aqui é valor agregado, trabalhamos mais com cartão de crédito. Mas para muitos clientes é mais vantajoso por conta da segurança. Pra gente também é mais seguro, já que cai na hora. Foi a melhor coisa que inventaram”, exalta Juan Maba, gerente da Anjos Colchões e Sofás.

Apesar de trabalhar com produtos com preços mais altos, a loja Anjos ainda recebe uma procura alta por pagamentos via Pix. Foto: Alice Kienen/O Município Blumenau

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau e Região, Eduardo Soares, o Pix deve substituir o cartão de débito nos próximos anos. Afinal, o comerciante consegue pagar menos taxas do que pela máquina de cartão.

“Acho que os lojistas ainda não sacaram a vantagem de oferecer. Alguns preferem oferecer um crediário. Mas o cliente que quer pelo Pix, já pede um desconto. Logo os comerciantes devem se atentar a isso e oferecer mais. Com certeza veio para ficar”, opina Duca.


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