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Comunidade da Fortaleza cobra instalação de mais bombas no dique de contenção de cheias

Secretário de Defesa do Cidadão, Rodrigo Quadros, avalia que a estrutura funcionou na enxurrada de terça-feira

A comunidade da Fortaleza voltou a sofrer com uma enxurrada, terça-feira, 16, apesar do dique construído para atender o bairro estar funcionando normalmente. Terminal de ônibus, o comércio e residências da região foram atingidas. Para o presidente da Comissão de Defesa do bairro Fortaleza, Anésio Kirchner, que acompanha há anos a discussão em torno do dique, o problema é o número insuficiente de bombas.

“O projeto dele é para seis bombas, temos apenas duas instaladas. Para o volume de chuvas que caiu ontem (terça), a gente tinha que ter pelo menos quatro bombas ligadas”, afirmou.

O secretário de Defesa do Cidadão, Rodrigo Quadros, acredita que as bombas deram conta da demanda e que o problema não estava no rio, mas no solo que não conseguiu absorver o grande volume de água em um curto período de tempo. Quadros enfatizou que todos os bairros que possuem diques tiveram alagamentos:

“O dique não vai salvar de uma enxurrada dessas nunca. Ele é construído para uma enchente, e não para uma enxurrada. Uma enxurrada dessa teria que ter um canal extravasor 100 vezes maior do que temos ali, não existe como”, enfatizou.

“Ele faz as duas funções, para enchente e enxurrada, por isso tem seis bombas. O projeto é perfeito, mas agora tem que dar continuidade, comprar e instalar as outras quatro bombas para finalizar o que projetamos em 1992”, rebateu Kirchner.

De acordo com o secretário, não existe previsão para a ampliação acontecer.