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Desbastecimento começa a afetar indústrias da região de Blumenau

Sem condições de transportar entregas e nem receber matérias-primas, empresas já consideram interromper parte dos trabalhos

Colaborou Evandro de Assis

O desabastecimento causado pela greve dos caminhoneiros começa a afetar a produção industrial de Blumenau e região. Sem condições de transportar entregas e nem receber matérias-primas, empresas já consideram interromper parte dos trabalhos e acompanham com apreensão as negociações entre governo e manifestantes.

Segundo Maurício Rossa, gerente-executivo do Sindicato Patronal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico (Simmmeb), há empresas cogitando antecipar o feriado da próxima semana (Corpus Christi) e até dar férias aos trabalhadores caso a situação não se resolva.

Segundo ele, se a greve continuar na próxima semana, boa parte das empresas terão de parar. Na Altona, a saída de materiais já foi prejudicada. De acordo com o presidente da empresa, Cacidio Girardi, se a greve persistir, alguns setores da empresa devem sofrer paralisação por falta de matéria-prima.

O vice-presidente da Fiesc para o Vale do Itajaí, Ronaldo Baumgarten, divulgou uma nota em que considera a demanda dos caminhoneiros legítima, mas destaca “transtornos de enormes proporções para toda a população, em especial para a indústria”. Ele disse esperar que o impasse seja superado o mais breve possível.

O presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), Avelino Lombardi, adotou tom parecido ao de Baumgarten. O empresário afirma que fez contatos com o senador Dalírio Beber (PSDB) e com o deputado João Paulo Kleinübing (DEM) e solicitou que pressionem o governo por uma solução breve.

“O que mais me preocupa são os serviços essenciais para a população, remédios, hospitais… Além disso, as empresas estão sendo prejudicadas, a produção está parando. Não podemos aceitar que isso continue”, afirmou.

Marcos Bellicanta, presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Blumenau (Sinduscon), afirma que as empresas estão encontrando dificuldades por causa da falta de, principalmente, cimento e argamassa.

“Existem serviços que são mais sensíveis, que o nível de estoque é menor, como o cimento. Fiação, essas coisas, as empresas costumam ter em estoque”, explica.

Um exemplo do impacto da greve no setor de construção civil é o da empresa Max Mohr. Ela emitiu um comunicado afirmando que a partir desta sexta-feira, dia 25, precisará interromper a produção de argamassas e concreto por causa da falta de matéria-prima.

A empresa informou que retornará o atendimento assim que forem normalizadas as condições de tráfego nas rodovias.

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