Eleição na Câmara de Blumenau é suspensa para “ajustes jurídicos”

Sessão ordinária foi retomada com apenas cinco vereadores após impasses

Eleição na Câmara de Blumenau é suspensa para “ajustes jurídicos”

Sessão ordinária foi retomada com apenas cinco vereadores após impasses

Redação

A eleição para presidente da Câmara de Vereadores de Blumenau foi suspensa na tarde desta terça-feira, 4. Apenas seis vereadores estavam em plenário no momento em que a votação deveria ocorrer.

Uma série de impasses causou o adiamento da sessão. Um deles jurídico, como o próprio presidente em exercício explicou:

“Por conta de alguns ajustes jurídicos da candidatura de alguns parlamentares, nós vamos dar sequência à reunião ordinária. Neste momento deixamos de fazer a eleição da Mesa, e estaremos preparando ela para quinta-feira ou mesmo semana que vem”, afirmou o vereador Almir Vieira (PP).

Somente depois do anúncio de que a eleição não ocorreria nesta terça, outros oito parlamentares retornaram ao plenário. A sessão ordinária foi retomada depois de quase duas horas interrompida, mas não teve os tradicionais discursos dos vereadores à tribuna.

“A gente se ausentou em função de não concordar em fazer uma eleição sem a presença do nosso presidente titular, o vereador Marcos da Rosa”, afirmou o vereador Alexandre Matias (PSDB).

Impasses

Às 15h30, o presidente em exercício, Almir Vieira (PP), anunciou um período de 30 minutos de intervalo para que a eleição fosse organizada, e depois não mais conseguiu retomá-la.

A votação havia sido marcada para terça por convocação de Almir Vieira, que preside a Câmara interinamente. Ele assumiu a cadeira de Marcos da Rosa (DEM), que por sua vez substitui o prefeito Mário Hildebrandt (PSB), que está em férias. O movimento provocou surpresa e sugeriu que Vieira tinha os votos para vencer a disputa.

Alexandre Matias (PSDB) apresentava-se como único adversário de Vieira. Na noite de terça, Bruno Cunha (PSB) anunciou candidatura.

As negociações para montagem de chapas não pararam nem mesmo durante a sessão. Primeiro, os vereadores se reuniram numa sala fechada para discutir os preparativos. A conversa foi tensa. Bruno Cunha saiu da sala dizendo:

“É o Sylvio (Zimmermann) que vai decidir a eleição. Se ele vier com a gente, a gente ganha”, afirmou.

Dali em diante, as negociações se estenderam. Os parlamentares deixaram o plenário sem dar explicações ao público, que tomava as galerias.

Impasses

A tarde foi marcada por impasses. Primeiro, os vereadores discutiram se a presença de um vereador numa chapa para a Mesa Diretora dependeria da indicação do líder do partido. Por isso, Sylvio Zimmermann (PSDB) foi substituído por Jens Mantau (PSDB) na liderança do bloco DEM-PSDB.

Assim, abriu-se caminho para que Sylvio migrasse do grupo de Almir Vieira para o liderado por Bruno Cunha.

Depois, a direção da Casa teria impedido o registro da chapa de Cunha porque seria inscrita minutos depois dos 30 minutos de intervalo. Foi quando o plenário foi esvaziado pelo grupo adversário de Vieira. Sem os sete votos deste grupo, não haveria quórum para realizar a votação.

Outro impasse, citado ao final da reunião foi a presença de um vereador em duas das chapas que estavam concorrendo. Segundo o vereador Almir Vieira, o vereador Sylvio Zimmermann estava inscrito em duas chapas.

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