Ex-diretor investigado por desvios no Samae está entre os candidatos mais votados de Blumenau

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais

Ex-diretor investigado por desvios no Samae está entre os candidatos mais votados de Blumenau

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais

Alice Kienen

O ex-diretor do Samae investigado pela Polícia Civil por um possível esquema ilegal de pagamentos de horas extras para funcionários da Prefeitura de Blumenau esteve entre os candidatos mais votados à Câmara de Vereadores da cidade.

Mais de R$ 200 mil foram apreendidos na operação Soldo Inflado, deflagrada nesta quinta-feira, 10. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços de suspeitos envolvidos no possível esquema.

Guto Reinert (Podemos) conquistou 2.045 votos e poderia ter sido eleito. Porém, ele se desligou do cargo fora do prazo exigido pela legislação eleitoral. Ele já perdeu um recurso no Tribunal Regional Eleitoral, mas continua apelando ao Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o delegado Lucas de Almeida, responsável pelas investigações, os pagamentos de sobreaviso e horas extras foram emitidos durante o período de home office. Parte do dinheiro teria sido usado para financiar ilegalmente a campanha de Reinert.

A Prefeitura de Blumenau afirmou que uma sindicância interna foi aberta na autarquia. O presidente do Samae, Michael Schneider, solicitou mais detalhes à Polícia Civil. Os servidores citados na operação serão afastados das funções até o fim das investigações.

Denúncia veio do Ministério Público

A investigação teve início no fim de maio deste ano, quando o Ministério Público publicou um inquérito afirmando que funcionários do Samae poderiam estar recebendo pagamentos que não condizem com a legislação municipal. Os salários seriam referentes ao mês de abril de 2020.

O nome de Guto Reinert já havia sido citado no documento. Como diretor de operações, ele era diretamente responsável por assinar a maioria das autorizações para realização de horas extras e de sobreaviso.

Na época, a autarquia considerou “incabível” responsabilizar um diretor, pois o pagamento de horas extras seria realizado pela chefia imediata do servidor. A explicação para o aumento nas horas extras foi a pandemia e a estiagem.

A reportagem tentou entrar em contato com Guto Reinert para expor sua versão dos fatos, mas não teve sucesso.


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