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Jovem pai de Blumenau precisa de R$ 100 mil para voltar a andar e falar

Diogo sofreu traumatismo cranioencefálico grave em agosto deste ano

Há cerca de três meses, o pequeno Miguel carrega todos os dias um pequeno colchão até o quarto onde está o pai. Aos 4 anos, ele se recusa a dormir com a mãe ou os avós, mesmo sabendo que o pai não pode falar com ele ou pegá-lo no colo.

Diogo, de apenas 24 anos, sofreu um traumatismo cranioencefálico gravíssimo no dia 5 de agosto. Durante um serviço no galpão da empresa familiar, o jovem sofreu uma queda de aproximadamente 5 metros. Desde então, a família Cabral se desdobra em cuidados enquanto aguarda a cirurgia que poderá trazer Diogo de volta.

Após o acidente, tudo aconteceu muito rápido. Em menos de 20 minutos o pai de Diogo, Jonathan, o colocou no porta malas carro e levou o filho ao Hospital Misericórdia. Por morarem no limite entre a Vila Itoupava e Massaranduba, ele chegou ao socorro antes mesmo dos bombeiros conseguirem ir até o endereço.

“Meu marido entrou no hospital gritando por socorro, foi imprescindível a rapidez do atendimento. Os médicos disseram que fizemos certo em não esperar o socorro lá, pois ele não teria resistido”, conta a mãe, Marizete.

A suspeita da família é que a queda tenha sido causada por um mal súbito. Diogo estava finalizando a cobertura de um galpão no terreno da família. O jovem caiu de cabeça. Segundo a mãe, além do traumatismo craniano, ele sofreu apenas um arranhão no dedo do pé.

Tratamento

Por conta da gravidade do quadro, Diogo foi rapidamente transferido para o Hospital Santa Isabel, referência em neurologia. Mesmo sem ter vaga na UTI, a unidade improvisou um leito intensivo na emergência e levou o jovem imediatamente para uma craniectomia descompressiva. A operação remove um pedaço do crânio para que ele possa inchar sem comprometer o paciente.

O osso removido é alojado no abdômen do paciente até ser recolocado. Entretanto, o de Diogo teve uma infecção bacteriana e precisou ser descartado. Por conta disso, Diogo precisará passar por uma cranioplastia. A cirurgia usa cimento ósseo para construir uma prótese craniana. Sem o fechamento do crânio, a melhora de Diogo está comprometida.

Desde o fim de setembro, o jovem está em casa. Entretanto, a família precisou realizar adaptações na residência, construir uma cama adaptada e contratar atendimentos particulares para que Diogo siga com o tratamento o mais rápido possível.

Arquivo pessoal

Por conta da demora em receber um retorno do SUS, a família decidiu arcar com as consultas, tratamentos e até mesmo com a cirurgia de forma particular. Entretanto, para isso, eles estão levantando R$ 100 mil para arcar com os custos que ultrapassaram o que eles podem bancar.

“Em Massaranduba temos apenas uma fonoaudióloga que atende em casa, e ela está de licença. Pago uma particular duas vezes por semana, que sai R$ 200 a consulta. Já a fisioterapia é R$ 100 por dia, seis dias na semana. Uma vez por semana ainda conseguimos pelo SUS. Mas se dependesse dele, Diogo não teria praticamente evolução alguma”, lamenta a mãe.

Diogo recentemente passou a receber comida na boca, mas segue sendo alimentado por sonda. O jovem também está demonstrando sinais de estar cada dia mais consciente. Porém, os especialistas acreditam que a fala e movimentos só retornarão com a cranioplastia.

Como ajudar

A operação no Hospital Santa Isabel está agendada para o dia 13 de janeiro. A família criou uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para a operação. O Pix 11834663903 também pode ser usado para doações.

Todo o processo de recuperação de Diogo está sendo divulgado no Instagram da empresa da família.

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