Negociação entre motoristas e cobradores de Blumenau e Blumob entra em impasse

Categoria se reúne nesta segunda-feira para avaliar o que fazer e não descarta paralisações

Negociação entre motoristas e cobradores de Blumenau e Blumob entra em impasse

Categoria se reúne nesta segunda-feira para avaliar o que fazer e não descarta paralisações

As negociações entre os trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau e a Blumob  sobre o reajuste salarial chegaram em um impasse. Após quatro rodadas de conversas sem acordo na questão econômica, motoristas e cobradores aprovaram no feriado da Proclamação da República o estado de greve.

Nesta segunda-feira, 19, o Sindicato dos Empregados das Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau, Gaspar e Pomerode (Sindetranscol) planeja se reunir pela manhã e à tarde com os profissionais para definir os próximos passos. Até o momento não há paralisações agendadas para o primeiro dia útil da semana, no entanto, elas também não estão descartadas.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a reposição da inflação de 4% conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 5% de ganho real, além do aumento do vale-alimentação de R$ 730 para R$ 820. Até o momento a Blumob ofereceu 4% no INPC e no vale-alimentação.

Por meio de nota, a Blumob informou que o reajuste pedido pelos trabalhadores, que conforme contrato da concessão pesa 65,17% na tarifa, teria impacto para todos os usuários de ônibus com o aumento do preço da passagem em R$ 0,24.

Apesar do estado de greve anunciado pela categoria nas redes socais, Blumob e Seterb não foram comunicados formalmente. Por lei, os trabalhadores precisam avisar com 72 horas de antecedência.

A prefeitura de Blumenau, em nota divulgada neste sábado, 17, manifestou preocupação sobre o tema e pediu sensibilidade por parte da concessionária e do Sindetranscol para que o usuário não sofra as consequências diante do impasse nas negociações.

“O Município sabe a importância dos funcionários para a operação diária, mas caso seja dado o reajuste solicitado pela classe, o valor da tarifa aumentaria já em janeiro.”

 

 

 

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