O PSL, partido que se tornou gigante nas eleições em 2018 devido à “onda Bolsonaro” teve uma eleição difícil em 2018 elegendo poucos nomes em todo o Brasil. Em Santa Catarina não foi diferente.

Blumenau conseguiu eleger um vereador, Carlos Wagner Alemão, o segundo mais bem votado do partido no estado. Ele, que havia participado das eleições de 2016 pelo DEM e se tornado suplente do partido na época, acabou se mudando para o PSL pela admiração ao presidente Jair Bolsonaro e governador Carlos Moisés.

“Eu não podia ser candidato sozinho. Eu preciso de um partido. E como fiz campanha pro Moisés e pro presidente, foi o PSL. Eu já havia recebido convite para ser candidato a deputado em 2014, mas não quis”, afirmou ele à coluna.

E no mesmo caminho que Moisés e Bolsonaro, Alemão também irá deixar o PSL. O vereador afirmou que já está liberado para sair do partido e que apenas está aguardando algumas definições políticas para fazê-lo.

Ele comenta que o objetivo é seguir Carlos Moisés, pela proximidade que ele criou com o governador. Porém, caso não consiga, ele ainda pode se filiar ao partido de algum colega que possui na Câmara de Vereadores de Blumenau.

“Me dou bem com Bruno, me dou bem com Gilson, com Egídio. Talvez eu vá para um partido deles. Porque ali a gente sozinho um não dá, mas com dois já incomoda”, afirmou.

Fusão PSL e DEM

Nacionalmente, o PSL está negociando junto ao DEM uma fusão para criação de um novo partido, excluindo assim os números 25 e 17. A junção está bem avançada, mas tem em alguns estados a resistência de cacifes políticos.

Em Santa Catarina, nos bastidores, a fusão é vista com entusiasmo, pois reforçaria o nome do prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (DEM) numa desejada candidatura ao governo do estado no ano que vem. A ideia é que Gean seja o presidente desse futuro partido criado da junção entre PSL e Democratas.

Essa situação também não agrada Alemão, que já fez parte do DEM, mas guarda mágoas do partido. Ele era filiado do Democratas quando participou de sua primeira eleição a vereador em Blumenau em 2012, recebendo mais de 2.841 votos mil votos e se tornando primeiro suplente da coligação com o PSDB.

Alemão afirmou que teve diversas diferenças internas com a coligação – uma até divulgada na época, em relação a não ter recebido um cargo no governo Napoleão Bernardes. Além disso, apontou que mesmo tendo três cadeiras na Câmara, nenhum dos vereadores abriu espaço para que ele ficasse sequer um mês no legislativo blumenauense durante os quatro anos de suplência.

“Eu voltar pro DEM? Tenho motivos muito fortes porque eu saí, então é bem difícil. E os votos que recebi são do Alemão, não foram do partido. Porque naquela eleição o DEM não fez nada por mim”, afirmou à coluna.


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