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Prefeitura quer alargar curva para ônibus de turismo chegarem ao Frohsinn

Segundo o prefeito, já há recurso para a obra e desapropriações necessárias

Com a definição da empresa que explorará comercialmente o prédio do antigo Frohsinn, a prefeitura de Blumenau pretende alargar a curva que existe no começo da rua Gertrud Sierich, mais conhecida como Morro do Aipim. A ideia é facilitar o acesso a ônibus, já que o novo empreendimento espera receber muitos turistas.

“Nós reservamos recurso para isso, temos dinheiro garantido para obra e desapropriações necessárias. Pretendemos fazer no ano que vem”, disse o prefeito Mário Hildebrandt durante a homologação da única proposta apresentada para ocupar o espaço, feita por representantes do restaurante Indaiá, de Itapema.

Ainda de acordo com Hildebrandt, a prefeitura aguarda apenas a assinatura do contrato com os responsáveis do restaurante para iniciar os trabalhos na via. Ele quer também que seja realizada a pavimentação do morro, uma das exigências do edital.

Aluguel poderá ser pago em obras

Se o município não fizer, a empresa vencedora ficará responsável pelo serviço, mas o valor poderá ser abatido do aluguel. Aliás, todo o investimento com a reforma e ampliação da estrutura também será descontado desse valor.

Segundo estimativa do edital, as mudanças necessárias para reativar o Frohsinn deverão custar R$ 3,6 milhões. É exatamente o valor que o Indaiá propôs pagar de aluguel em 25 anos, em parcelas de R$ 12 mil mensais. Ou seja, se assumir todos os investimentos, o aluguel poderá ser pago apenas em benfeitorias.

Segundo Gabriel Piffer, um dos sócios do Indaiá, a ampliação de 500 metros quadrados servirá, principalmente, para receber eventos. A área construída do antigo restaurante é de 848 metros quadrados.

Regras do edital

O edital segue o mesmo modelo do adotado na concessão do antigo Biergarten, onde hoje funciona o restaurante Thapyoka, e específica alguns critérios. O cardápio deve oferecer pratos tradicionais da culinária alemã, podendo oferecer outros, desde que não seja exclusivamente pizzaria, lanchonete e churrascaria.

O local terá de abrir obrigatoriamente no mínimo seis noites por semana para o jantar e finais de semana e feriados para o almoço.

A concessionária também poderá instalar no local loja de conveniências, empório, café, bar e/ou espaço para eventos, mas deverá manter o acesso aberto para que as pessoas visitem futuramente o mirante que a prefeitura planeja construir.

O local está fechado há anos e em agosto de 2014 sofreu um incêndio. A estrutura foi restaurada, mas o concessionário ainda terá de fazer reformas.