Prefeitura reduz equipe do Samu de Blumenau por falta de ambulância

Profissionais atuarão em unidades de saúde enquanto problema não for resolvido

Prefeitura reduz equipe do Samu de Blumenau por falta de ambulância

Profissionais atuarão em unidades de saúde enquanto problema não for resolvido

Bianca Bertoli

A Secretaria Municipal de Promoção da Saúde transferirá quatro motoristas e quatro técnicos da equipe de 27 profissionais do Samu para outras unidades do setor. A decisão ocorreu porque, com a falta de ambulância, os profissionais estariam ociosos. É o que explica o diretor de ações de saúde da pasta, Winnetou Krambeck.

Os técnicos, que são médicos e enfermeiros, devem ficar nos postos de saúde ou Ambulatórios Gerais, atendendo à população. Os motoristas estarão na central de transportes auxiliando em serviços como a condução de pacientes das unidades de saúde e entrega de remédios.

Uma reunião na tarde desta terça-feira, 2, definirá quando os profissionais começarão os trabalhos nos novos ambientes. Krambeck garante que assim que a situação das ambulâncias do Samu for resolvida, os oito funcionários voltarão ao antigo posto – algo que não tem data para acontecer.

Problema crônico

São raras as ocasiões em que todas as ambulâncias estão à disposição para os atendimentos à população. Atualmente o município conta com duas ambulâncias, uma de suporte básico e outra de suporte avançado. Uma terceira de suporte básico está na oficina e deve voltar a circular até meados deste mês.

Problemas mecânicos em ambulâncias do Samu são frequentes. A cidade gasta, em média, R$ 4 mil por semana só com oficinas. Em agosto, uma ambulância desgovernada por falha nos freios invadiu uma casa em Blumenau. Na ocasião, cogitou-se levar uma equipe do serviço para operar junto com os bombeiros, nos veículos administrados pelo órgão estadual.

“Essas negociação é mais complicada. Seria mais importante buscar essa ambulância junto ao Governo do Estado para que resolva a situação, e não criar outro problema”, justifica o diretor.

A prefeitura pretende continuar pressionando o governo estadual e federal para que seja feita a reposição de veículos. Até lá, os profissionais estarão realocados e a cidade terá duas ambulâncias básicas e uma avançada, quantidade que, na visão de Krambeck, supre a necessidade da população.

“Se olharmos a portaria do Ministério da Saúde sobre a questão de urgências, ela está suprida com duas ambulâncias”, acredita.

A portaria estipula que as ambulâncias devem ser adquiridas “na proporção de um veículo de suporte básico à vida para cada grupo de 100 mil a 150 mil habitantes, e de um veículo de suporte avançado à vida para cada 400 mil a 450 mil por habitantes”.

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