Quem foi Adalberto Day, pesquisador de Blumenau que faleceu nesta segunda-feira

Conheça um pouco mais do entusiasta pela história de Blumenau e Garcia

Quem foi Adalberto Day, pesquisador de Blumenau que faleceu nesta segunda-feira

Conheça um pouco mais do entusiasta pela história de Blumenau e Garcia

Jotaan Silva

Falecido nesta segunda-feira, 15, aos 70 anos, Adalberto Day foi um grande cientista social e pesquisador da história de Blumenau. Dono e autor do blog que levava o seu nome, ele é responsável por eternizar milhares de fotos e fatos marcantes da cidade.

Natural de Blumenau, ele viveu a vida inteira no Grande Garcia. Ele deixa esposa, filhas, neta e demais familiares e amigos enlutados.

No seu Blog, a última postagem foi feita nesta segunda-feira, já “em memória”. No texto, ele agradeceu a ajuda que recebeu em toda a vida e contou um pouco da vida e trabalho. Ele resumiu como “eu fiz do meu jeito”. Confira aqui.

Apesar de lutar contra o câncer por muito tempo, e por isso sair muito pouco de casa, Adalberto nos últimos anos, além de acrescentar registros para a cidade, também concedeu entrevistas. Uma delas foi para o projeto “Um rosto por dia”, do jornalista Pancho, na qual o foco não foi o trabalho que ele realizava, mas a história da vida dele.

A entrevista foi dada em 2017, quando o pesquisador tinha acabado de vencer um câncer no crânio – doença que retornou nos ossos da boca e tirou a vida dele em 2023. Lá ele contou sobre a infância e vida profissional, até se tornar um dos mais importantes donos de acervos da história do bairro Garcia e Blumenau.

Infância

Day era natural de Blumenau e sempre viveu na região do Grande Garcia. Filho de costureira e de um tecelão que também era bombeiro, moraram primeiro no Progresso, na rua Saldanha Gama. A casa era destinada para funcionários da Empresa Industrial Garcia – que se tornou Artex – onde os pais trabalhavam.

Com dois irmãos, uma mais velha e outro mais novo, ele passou a infância e juventude nesta casa. Segundo ele mesmo afirmou, foi uma época “extremamente rica e maravilhosa”. O que mais gostava era de pescar e colher frutas nas árvores de goiaba e pitanga.

Ele também sempre amou futebol. Era torcedor do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro e do extinto Amazonas Esporte Clube, de Blumenau. Além disso, gostava muito de jogar bola quando criança. Quando adolescente, basquete e vôlei foram outros esportes praticados.

Vida adulta

Adalberto casou-se aos 23 anos com Dalva Day e se mudou com a esposa para a rua Progresso, onde viveu por quase 10 anos. Depois, se mudou para sua casa na rua Júlio Heiden, onde viveu por muitos anos, até o fim de 2017. Teve duas filhas, netas e uma parceria de vida de 47 anos com a esposa.

A vida profissional e acadêmica também foi movimentada. Começou a trabalhar com 15 anos, na mesma empresa dos pais. Na Industrial Garcia ele ficou 25 anos. Formado em Ciências Sociais, foi professor nas escolas Pedro II e Padre José Maurício.

Na última aliás, conheceu o amigo André Bonomini, jornalista e também entusiasta da história do Garcia e Blumenau. “Foi um grande exemplo de paixão e dedicação e tino para pesquisa e interesse do passado da nossa cidade. Um passado que conta de fato quem que Blumenau é. Um exemplo e uma referência eterna”, afirmou Bonomini, que por muitos anos trocou e-mails e conversas com o pesquisador.

“Pra mim é o maior cidadão do Garcia de todos os tempos. Vai fazer uma falta enorme, porque ele ensinou a gente a valorizar uma coisa que não valorizamos, a história oral, os testemunhos das pessoas sobre fatos marcantes da história”, complementou o jornalista.

Na vida profissional Adalberto também deu palestras e trabalhou em uma empresa de peças de carros. Apesar do currículo, o maior feito e reconhecimento é mesmo o blog. Segundo Day, esse interesse pela história começou ainda quando criança, por conta dos nomes das localidades do bairro Garcia. Depois daí não parou mais e continuou a vida buscando, recolhendo e eternizando a história.

Luto de três dias

A Prefeitura de Blumenau decretou luto de três dias pelo falecimento do cientista social e pesquisador da história Adalberto Day. Com 70 anos e lutando contra o câncer, ele faleceu na noite desta segunda-feira, 15, deixando esposa, duas filhas e netos.

“Todos perdemos com a morte de Adalberto Day. A história de Blumenau vive um dia triste. Um homem que se dedicou a manter viva a história de Blumenau e tornou-se referência para todos que buscavam conhecer mais sobre a cidade. Adalberto não está mais entre nós, mas seu legado jamais será esquecido”, declarou o prefeito Mário Hildebrandt.

Apaixonado pelo bairro Garcia, Adalberto deixa um legado de trabalhos comunitários, sociais e pesquisas. Ele era proprietário de um blog que contava a história de Blumenau, um dos principais da cidade e referência para muitas pessoas.

De acordo com uma postagem no blog, Adalberto comenta que em 2012 foi diagnosticado com câncer na base do crânio. Já em 2023 encontrou outro tumor nos ossos da boca.

O velório e a cerimônia de despedida do pesquisador ocorrem no Cemitério São José, localizado no Centro de Blumenau, ao longo da manhã e início da tarde desta terça-feira.


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