Santa Catarina registra primeiro caso de raiva humana em 38 anos

Única forma de prevenção da doença é por meio da vacina

Santa Catarina registra primeiro caso de raiva humana em 38 anos

Única forma de prevenção da doença é por meio da vacina

Redação

Uma catarinense de 58 anos morreu de raiva no último sábado, no dia 4 de maio. O caso aconteceu na área rural do município de Gravatal, no sul do estado. Esta é a primeira vez desde 1981 que alguém contrai a doença em Santa Catarina.

O diagnóstico foi confirmado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) nesta segunda-feira, 6. O último caso de raiva em humanos havia sido registrado em Ponte Serrada, no oeste do estado. Já os últimos casos de raiva animal foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê (um cão e um gato), Itajaí (um cão), e em 2016, em Jaborá (um cão).

Prevenção

Após a confirmação, os técnicos da Dive se reuniram com a Gerência Regional de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Gravatal e Capivari de Baixo, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Unisul para o desenvolvimento de ações.

O encontro aconteceu no município de Tubarão e teve como objetivo desenvolver ações, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, considerando que Santa Catarina é área controlada para raiva animal no ciclo urbano.

As ações envolvem a vacinação casa a casa de cães e gatos em um raio de cinco quilômetros a partir da residência da paciente, bem como busca ativa de animais doentes e mortos e orientação à população.

“Além disso, se a pessoa for agredida por um cão ou qualquer outro animal, é muito importante que procure um serviço de saúde mesmo se o ferimento não for grave, pois pode haver a necessidade de tomar a vacina contra a raiva”, afirma João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive.

A vacinação de todos os cães e gatos é a forma mais eficaz de proteção contra a doença. A ação está prevista para começar dia 9 de maio, quinta-feira, nos municípios de Gravatal e Capivari de Baixo. Segundo a médica veterinária da Dive, Alexandra Schlickmann Pereira, a população deve ficar atenta ao comportamento estranho dos seus animais de estimação.

“Qualquer alteração de comportamento como inquietação, aumento de agressividade, paralisias dos membros e fotofobia (medo da luz) deve ser observada e comunicada para a Secretaria Municipal de Saúde”, alerta.

Raiva humana

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal.

O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.

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