Seis maus hábitos que atrapalham o trânsito de Blumenau

Na volta às aulas, especialistas enumeram atitudes que pioram a mobilidade de todos

Seis maus hábitos que atrapalham o trânsito de Blumenau

Na volta às aulas, especialistas enumeram atitudes que pioram a mobilidade de todos

Alice Kienen

O mês de fevereiro é marcado pela volta às aulas em escolas e universidades de Blumenau. Isso faz com que o número de veículos nas ruas aumente de um dia para o outro, tornando o trânsito mais lento e deixando os motoristas mais irritados.

Reduzir o excesso de veículos nas ruas depende de soluções macro, que em geral estão nas mãos do poder público, demandam tempo e dinheiro. Porém, há medidas mais simples, que todo motorista pode tomar, para evitar que o problema do tráfego lento se agrave.

Atitudes comuns aos condutores influenciam muito no fluxo de veículos. Muitas delas, inclusive, são infrações que rendem multas. Confira abaixo seis (maus) hábitos frequentemente percebidos que fazem o trânsito de Blumenau pior para todos.

1 – Parar em local proibido

Estacionar em locais não permitidos, como próximo de curvas ou em ruas muito estreitas, já é um péssimo hábito. Porém, parar em fila dupla, trancando todo mundo que vem atrás, é pior ainda. Quem nunca viu uma situação assim na rua XV de Novembro, por exemplo?

De acordo com instrutora de trânsito Márcia Pontes, essa atitude é especialmente comum próximo a escolas, onde os pais param para esperar os filhos saírem da aula.

O sargento da Polícia Militar de Blumenau Giovanni Dotti Lemos também coloca esse hábito como um dos que . Ele aponta que, muitas vezes, o condutor não para o carro junto à guia da calçada, o que também atrapalha o trânsito.

“Existem locais que não é apenas proibido estacionar, mas também proibido parar. Mas, ainda assim, as pessoas param para alguém desembarcar. Se a via só tem uma mão de circulação, todo o trânsito para. Se é uma pessoa mais velha, leva ainda mais tempo”, explica o sargento.

2 – Furar as filas

Motoristas apressados, que não respeitam a fila ou as sinalizações, pioram a circulação de veículos, e muito. Eles trocam de pista diversas vezes, trafegam sobre as marcas de canalização (pinturas no chão pra indicar a área inutilizável) e executam retornos ou conversões em locais proibidos. Todos esses comportamentos comprometem o trânsito da cidade.

Marcelo Martins/Prefeitura de Blumenau

3 – Não dar a seta

Uma atitude simples, como dar a seta ao fazer conversões ou trocar de pista, pode facilitar a circulação de veículos. Ao fazer uma curva sem sinalizar para os outros motoristas, o veículo interrompe o fluxo natural da via. Pode gerar freadas bruscas e até acidentes graves.

4 – Conduzir com pressa

Para Márcia Pontes, o maior problema de ruas movimentadas como a via Expressa são os motoristas apressados. Eles não respeitam a fila e aceleram atrás de quem respeita o limite de velocidade.

Apesar de ser contraintuitivo, motoristas que trafegam em excesso de velocidade deixam o trânsito mais lento. Isso porque precisam de freadas mais bruscas para reduzir a velocidade, gerando um efeito cascata atrás deles. Sem contar os acidentes.

“Isso compromete a fluidez, o trânsito e a vida das pessoas”, critica Márcia.

5 – Usar o celular ao volante

Dotti reitera o que todos já sabem: o celular é um grande inimigo do condutor. Além de representar um risco de acidentes, o motorista também fica desatento e diminui a velocidade para se concentrar na tela. Outras vezes, pode fazer uma curva de repente, atrapalhando o trânsito.

“Se o condutor está parado no semáforo com o carro no ponto morto e não percebe que o sinal ficou verde, isso compromete todo o trânsito. Até o motorista de trás buzinar, ele engatar a marcha e começar a andar, já perdeu tempo suficiente para três carros passarem”, exemplifica o sargento.

Divulgação

6 – Dirigir estressado

Por fim, um grande problema que surge da combinação de todos os anteriores, é o estresse causado pelo trânsito ruim. Márcia Pontes reforça que o calor do início do ano também contribui para a irritação dos motoristas.

“Quem está irritado causa mais risco ao trânsito. Quem não tem um ar-condicionado no carro vai ter ainda mais pressa”, explica.

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