Servidores municipais de Blumenau anunciam greve

Assembleia ocorreu na tarde desta quinta-feira

Servidores municipais de Blumenau anunciam greve

Assembleia ocorreu na tarde desta quinta-feira

Bianca Bertoli

Debaixo de chuva, servidores municipais de Blumenau votaram em assembleia na tarde quinta-feira, 30, e decidiram entrar em greve. Eles cruzarão os braços a partir da próxima terça-feira, 4 de junho.

“Nós vamos respeitar a leis de greve, vamos garantir os serviços básicos à população”, garantiu o coordenador do Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb), Sérgio Maurici Bernardo.

Na quinta-feira passada a categoria já havia anunciado o estado de greve após rejeitar a proposta do governo de fazer a reposição integral da inflação dos últimos 12 meses (5,07%) apenas em janeiro de 2020. O pedido é que o reajuste seja feito na folha deste mês.

Sindicato e prefeitura se reuniram nesta manhã, mas não houve avanços. Também nesta quinta-feira o governo enviou um comunicado aos servidores para reiterar que a prioridade é pagar os salários em dia. A gestão apresentou seis pontos que justificam a impossibilidade de fazer a reposição neste ano.

Entre eles está a explicação de que os gastos com as folhas de pagamento chegam a 60% do total das receitas que podem ser utilizadas para essa finalidade. O dado gerou severas críticas do Sintraseb. No site do Tribunal de Contas do Estado (TCE) o número informado pela prefeitura é menor.

“Se é verdade o que está na carta, por que a prefeitura não tomou outras medidas da Lei de Responsabilidade Fiscal se de fato está comprometendo 60%? Se não for verdade, está agindo de má-fé”, disse Sérgio Maurici Bernardo.

O secretário de Administração, Anderson Rosa, explica que não há divergências nos números apresentados. A contribuição leva em consideração a COSIP, convênios e receitas do SUS. Esses valores não podem ser utilizados para as folhas de pagamento, mas no momento de calcular os limites eles entram na conta, que é entregue ao TCE.

“Com esses valores eu estou com 44% da folha comprometendo a receita corrente líquida. Quando fazemos a conta gerencial (o que tem para gastar em folha), eu extraio esses valores e aí fica 60%, por isso colocamos esse percentual, que é o nosso gerencial nosso, de fluxo de caixa”, defendeu Rosa.

O secretário enfatizou que não há condições de parcelar a reposição salarial. A prefeitura analisará o tamanho e impacto da greve para definir novas estratégias de negociação.

 

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