Um mês depois de duplo homicídio, investigação muda de mãos

O delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal, Egídio Ferrari, assumiu a investigação

Um mês depois de duplo homicídio, investigação muda de mãos

O delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal, Egídio Ferrari, assumiu a investigação

Julia Schaefer

Um mês depois do assassinato de Inês do Amaral e Franciele Will, mãe e filha mortas dentro de casa, a investigação da Polícia Civil mudou de mãos. O delegado da Divisão de Homicídios, Bruno Effori, que respondia até então pelo caso, foi transferido para Gaspar. Nesta quinta-feira, dia 3, a investigação foi repassada para o delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal de Blumenau, Egídio Ferrari.

Pela recente mudança, Ferrari informou que o inquérito ainda não possui novidades. Há duas semanas, quando ainda respondia pelo inquérito, Effori informou que enquanto o autor (ou autores) do crime não for identificado, nada seria revelado para não atrapalhar o trabalho policial. Não havia uma previsão para o fim das investigações.

O que se sabe até agora

Inês do Amaral, de 57 anos, e Francielle Will, de 30, foram encontradas mortas dentro de casa pelo filho e irmão das vítimas, Odair Will, de 22 anos, por volta das 20h30 do dia 4 de abril. Elas moravam na rua Marquês Santo Amaro, no bairro Tribess, em Blumenau.

Inês foi estrangulada com um objeto rígido, e estava dentro do quarto, em cima de um cobertor. Francielle foi encontrada caída próximo à cozinha, com a bolsa perto do corpo, o que indica que foi atacada assim que chegou em casa. Ela possuía cortes profundos na região do pescoço, que foram feitos por um instrumento cortante.

“A forma de execução, em virtude de serem duas vítimas do sexo feminino, mãe e filha, a porta não estava arrombada, sugere que tenha sido alguém próximo à família que tinha algum desentendimento anterior ao fato”, disse na época o delegado Bruno Effori.

O carro de Inês, um Voyage, foi levado após o crime e localizado pela Polícia Militar um dia depois, no bairro Itoupava Norte. A reportagem apurou que câmeras de segurança identificaram o veículo transitando no fim da manhã do dia do crime pela rua Hermann Tribess. Ele teria sido inclusive multado por uma lombada eletrônica.

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