Vereadores de Blumenau reagem a outdoor de lojas maçônicas

Questionamento sobre aumento nos custos da Câmara em período pré-eleitoral gerou críticas

Vereadores de Blumenau reagem a outdoor de lojas maçônicas

Questionamento sobre aumento nos custos da Câmara em período pré-eleitoral gerou críticas

Evandro de Assis

Outdoors espalhados por Blumenau que questionam o aumento de gastos da Câmara de Vereadores gerou revolta de parlamentares na sessão ordinária desta quinta-feira, 9. Parlamentares criticam a iniciativa, assinada pela Sociedade Maçônica Regional (Somar) e atacaram empresários.

O presidente da Casa, Marcos da Rosa (DEM), questionou a motivação dos outdoors, dizendo que a Câmara tem o compromisso de reduzir gastos, não aumentar o número de vereadores e nem reajustar os salários dos vereadores. Ele insinuou que há uma tentativa de prejudicar a candidatura dele a deputado federal.

“Não entendo o porquê dessa abordagem nesse momento, por isso estamos ouvindo muitas pessoas dizendo que a motivação é puramente política, para prejudicar a possibilidade de aumentar a representatividade política da nossa região”.

Bruno Cunha (PSB) afirmou que o outdoor foi um equívoco e que a Somar deve desculpas à Câmara.

“Pegaram números descontextualizados e colocaram isolados dando a entender que nós todos somos grandes gastadores de dinheiro público, justamente no período eleitoral. Não podemos permitir esse processo de criminalização da política”, disse.

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Centro Empresarial de Blumenau

O vereador Alexandre Caminha (PSD) foi além das críticas. Ele apresentou um requerimento solicitando uma análise de viabilidade da instalação da Câmara no Centro Empresarial de Blumenau (CEB), edifício onde ficam as entidades empresariais da cidade, na rua Antônio Treis, bairro Vorstadt. O documento foi aprovado por unanimidade.

“Lá existem muitos espaços ociosos. Por que não fazem essa doação à Câmara de Vereadores?”, questionou.

Caminha disse que pretende apurar como o edifício foi pago, insinuando que poderia haver dinheiro público na construção.

Avelino Lombardi, presidente da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), entidade que liderou a construção do CEB, negou que tenha havido investimento público na construção do prédio.

“Todas as informações que os vereadores quiserem, nos as temos. Entretanto, qualquer proposta sobre o CEB podemos estudar. Doação não é o caso, porque o CEB foi construído com recursos das entidades que o compõem, após vários anos de economia. Estamos à disposição dos nobres vereadores para o diálogo”, respondeu.

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