Defesa diz que assassino de Bianca Wachholz teve um “surto”

Em depoimento durante primeira audiência judicial, Everton Balbinott de Souza disse que não teve a intenção de matar

Defesa diz que assassino de Bianca Wachholz teve um “surto”

Em depoimento durante primeira audiência judicial, Everton Balbinott de Souza disse que não teve a intenção de matar

Redação

Um surto. Assim a defesa definiu o comportamento de Everton Balbinott de Souza, 31, no dia em que ele assassinou a ex-namorada, a designer Bianca Wachholz, 29, com um tiro no rosto.

Balbinott foi ouvido pela Justiça na tarde desta terça-feira, 18, durante a audiência de instrução e julgamento. Ele negou ter premeditado o crime e disse que não teve a intenção de matá-la. Ao fim da audiência, que durou cerca de três horas, o acusado foi levado de volta ao Presídio Regional de Blumenau para aguardar o desenrolar do processo.

“Ele confessou que pulou o muro e que estava armado. Mas ele não teve a intenção de matar. Ele teve um surto durante a discussão. Ele lembra que apontou a arma e ela tentou segurar com a mão… Foi quando aconteceu o disparo”, explica o advogado João Fillipe Figueiredo.

Durante o depoimento, que foi fechado à imprensa, Balbinott negou ter ameaçado Bianca antes do crime. Em um áudio enviado a um amigo do casal poucas horas antes de morrer, a designer relata que o ex-namorado teria apontado uma arma para a cabeça dela na noite anterior. Além disso, em mensagens via WhatsApp, Bianca comunicou Balbinott que daria queixa à polícia.

Única testemunha ocular do feminicídio, a mãe da vítima, Sônia de Lima, respondeu a cerca de 80 perguntas durante a audiência.

“Fui com meu crucifixo na mão e pedi forças a Deus para responder às perguntas. Eu espero que com todas essas provas seja feita a Justiça”, afirmou.

Acusações

Everton Balbinott de Souza é acusado pelo Ministério Público de feminicídio, com três agravantes: motivo fútil, sem dar chance de defesa à mulher e diante da mãe dela. Ele também responde pelo crime de ameaça. Caso venha a ser condenado pelo tribunal do júri, a pena dele pode chegar a 40 anos de prisão.

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