Caso das marmitas: MP-SC também acompanha investigações em Blumenau

Ministério Público recebeu duas representações sobre o suposto projeto

Caso das marmitas: MP-SC também acompanha investigações em Blumenau

Ministério Público recebeu duas representações sobre o suposto projeto

Marlos Glatz

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) recebeu duas representações sobre o suposto projeto “Alimentando Necessidades”. O caso chegou ao MP-SC no final da tarde de terça-feira, 27. A criadora do projeto é Maria Eduarda Poleza Rosa, de 19 anos. O caso foi trazido em primeira mão por reportagem do jornal O Município Blumenau.

Os documentos protocolados na 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau foram enviados para serem incluídos no inquérito policial que apura as suspeitas levantadas nas redes sociais.

Investigação

A Polícia Civil informou na manhã desta quarta-feira, 28, que iniciou investigações para apurar o suposto golpe via redes sociais do projeto social “Alimentando Necessidades”, que pede doações via pix para aquisição de marmitas para pessoas necessitadas.

Ainda não há estimativas do total de pessoas lesadas com o golpe. O modo que ela e a suposta amiga, Taynara, operavam consistia em pedir quantias em dinheiro, que seriam destinadas à compra de alimentos para pessoas necessitadas, mas os valores seriam desviados para benefícios próprios. Elas chamavam atenção das pessoas com os famosos fios (expressão usada no Twitter para contar histórias em uma sequência de postagens).

“A gente iniciou as investigações após registro de B.O na nossa delegacia. Estamos tentando levantar mais pessoas que tenham sido lesadas, supostamente, por essa ONG. Então ainda é uma investigação preliminar, em razão também dessa repercussão. Constatamos que nas redes sociais existem outras pessoas e estamos tentando contato, para dar andamento, mas ainda tentando apurar a veracidade das informações”, afirmou à reportagem o delegado Felipe Orsi, responsável pelo caso.

Em nota, a Polícia Civil orienta as pessoas a buscarem se certificar da veracidade e da efetividade das entidades que solicitam doações, em especial, doações em dinheiro. É preciso que haja uma instituição constituída de fato, com CNPJ ou sede própria além de apresentar sistemas de prestação de contas dos serviços atendidos.

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