Comandante dos bombeiros de Presidente Getúlio diz ter sido vítima de motim na corporação

Após processo, 16 integrantes foram suspensos e seis devem ser expulsos

Comandante dos bombeiros de Presidente Getúlio diz ter sido vítima de motim na corporação

Após processo, 16 integrantes foram suspensos e seis devem ser expulsos

Jotaan Silva

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Presidente Getúlio (CBPG) passou por momentos conturbados nos últimos meses devido a problemas internos na corporação. De acordo com o comandante Amarildo Molinari, ele foi vítima de um motim que tentou afastá-lo do cargo. Após quase um mês, 16 responsáveis foram identificados e afastados, sendo que seis dele, devem ser expulsos.

Ainda segundo Molinari, tudo começou no dia 17 de abril, quando o seu e-maill foi hackeado e ele recebeu uma ligação avisando que, por denúncias anônimas, uma investigação seria criada e ele teria que ser afastado do cargo.

A partir daí os conflitos foram aumentando. Molinari recebeu uma notificação de suspensão, mas assinou o documento anotando que não estava concordando, já que aquilo não estava de acordo com o Estatuto Social, ou seja, era ilegal.

Mesmo assim, ele foi retirado da página oficial no Facebook e impedido de entrar no Corpo de Bombeiros por estes membros. Além disso, o presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários na época, Luciano Grippa, publicou um vídeo nas redes sociais informando este afastamento, por investigações de irregularidades.

Entretanto, logo após isso, Grippa acabou sendo afastado do cargo de presidente pelo Conselho Deliberativo do BVPG, que também devolveu o cargo de comandante a Molinari. Mas os conflitos não acabaram aí.

“Com um simples cadastro o pessoal do motim tentava permanecer no poder, mas aos poucos a ordem era restabelecida. Eles ignoraram todas as ações administrativas e usando-se de uma ata de 2019 tentaram ludibriar as pessoas que fazem parte da Corporação”, destacou Molinari.

Mesmo assim, de volta ao comando, no dia 11 de maio, Molinari identificou os seis bombeiros que deram início ao motim, e alguns colegas e parentes que também atuaram. Todos eles foram suspensos por 150 dias.

A suspensão termina em setembro, mesmo mês em que uma Assembleia Geral será realizada e pode culminar na expulsão dos seis bombeiros que iniciaram os conflitos.

“Os seis devem ser expulsos, mas, os parentes e amigos envolvidos, se quiserem continuar prestando serviços para o BVPG, as portas estarão abertas”, afirmou o comandante Amarildo Molinari.

Atendimento durante conflitos

Mesmo diante dos problemas registrados – entre 17 de abril e 11 de maio – para o Comandante Molinari, não houve problemas no atendimento dos bombeiros voluntários de Presidente Getúlio – que abrange os municípios de Dona Emma e Witmarsum.

“O atendimento a situações de emergências continuou normalmente. Nossa Corporação possuía 125 Bombeiros. Além disso, o afastamento dos 16 envolvidos no motim não prejudicou em nenhum momento e a expulsão dos 06 não afetará as atividades”, afirmou.

Ele ainda destacou que uma nova turma de novos bombeiros formados deve preencher os espaços dos membros afastados ou expulsos.


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