Letícia Silva

Letícia Silva é jornalista, empresária e corredora amadora. Aqui, toda segunda-feira ela compartilha em vídeo histórias inspiradoras, curiosidades e dicas de especialistas sobre o universo das corridas.

Como a corrida estimula o cérebro

Pesquisas científicas apontam benefícios da corrida nas funções cognitivas

Letícia Silva

Letícia Silva é jornalista, empresária e corredora amadora. Aqui, toda segunda-feira ela compartilha em vídeo histórias inspiradoras, curiosidades e dicas de especialistas sobre o universo das corridas.

Como a corrida estimula o cérebro

Pesquisas científicas apontam benefícios da corrida nas funções cognitivas

Letícia Silva

A ciência confirma: correr estimula o cérebro e melhora as funções cognitivas. Muito se fala sobre o bem-estar que a corrida provoca com a liberação de serotonina, dopamina, endorfina e até endocanabinoides (sim, aquele neurotransmissor relacionado com o consumo de maconha).

Mas pesquisas recentes vão além e garantem que a corrida melhora a memória, a concentração, a capacidade de planejamento e raciocínio lógico, por exemplo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2025 a expectativa de vida no Brasil chegará aos 80 anos. Seremos, então, o sexto país com mais idosos no planeta. O desafio é chegar lá com qualidade de vida, já que não conseguimos ainda frear o envelhecimento natural das células.

É aí que a corrida aparece, mais uma vez, como aliada. Pesquisas científicas evidenciam que o exercício aeróbico intenso, principalmente entre adultos e idosos, estimula genes que beneficiam o processo de plasticidade cerebral. Assim, aumentam a resistência do cérebro ao dano, melhoram a aprendizagem e o desempenho mental.

>> O desafio mental da corrida: o que funciona pra você?

O impulso de desistir

Pra quem nunca correu, a corrida pode parecer repetitiva, sofrida, até chata. Mas quem corre, principalmente percursos com mais de uma hora, sabe bem como é preciso assumir o controle mental o tempo todo.

A fisioterapeuta e coach esportiva Fernanda Hayde aborda o desafio de equilibrar a força de vontade para alcançar um objetivo e o impulso de desistir. É o que ela chama de sistema mental frio e sistema mental quente. Assista ao vídeo para entender melhor:

A cognição quente é a da recompensa imediata. Ela vem com forte carga emocional e pesa o conforto, aquilo que é mais fácil pro corpo. É o caso daquela vontade imensa de desistir da corrida quando chega no km 15 e ainda faltam 6 quilômetros pra acabar a meia maratona. Ou quando “a voz” te manda caminhar, por exemplo, pra aliviar o cansaço.

“Quanto maior a carga, mais forte é o impulso”, explica Fernanda.

Já o sistema executivo, o sistema mental frio, é o que reavalia a tentação de caminhar. É o racional. Qualquer pessoa pode ativar este controle cognitivo e esfriar o impulso.

“Foque na sua postura, na passada, na sensação incrível de passar correndo pela torcida. A tentação de caminhar traz alívio momentâneo, mas a determinação de dar o seu melhor traz um prazer muito mais duradouro“, define a coach esportiva.

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