Duplicação da BR-470 vai passar sobre parte do Parque das Itoupavas, em Blumenau

Município não se entende com Dnit sobre futuro da área, mas já sabe que estacionamento e bicicletário serão afetados

Duplicação da BR-470 vai passar sobre parte do Parque das Itoupavas, em Blumenau

Município não se entende com Dnit sobre futuro da área, mas já sabe que estacionamento e bicicletário serão afetados

Julia Schaefer

Prefeitura e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não estão se entendendo em relação ao futuro do Parque das Itoupavas. A área de lazer inacabada está cercada pelas obras de duplicação da BR-470 e agora já se sabe que ao menos uma parte dela terá de ser desmanchada sem nunca ter sido usada.

Segundo a prefeitura, parte do estacionamento e do bicicletário já construídos devem ser afetados pelas obras de ampliação da rodovia federal. O secretário de Obras, Régis Evaloir da Silva, afirma que o Dnit mudou o projeto da duplicação sem considerar o parque em construção.

“Acontece que eles modificaram o projeto. Modificaram depois que a gente já estava com o parque praticamente pronto”, reclama.

O Dnit nega. Segundo o órgão federal, o projeto em execução é o original, conhecido há anos pela prefeitura de Blumenau. A assessoria do Dnit em Florianópolis ainda informou que está em análise um pedido do município para construir um acesso ao parque. Ele teria sido apresentado há um ano e meio.

O secretário de Infraestrutura diz não ter conhecimento sobre esse pedido. Segundo ele, até agora o município não conhece a dimensão correta do impacto da duplicação da BR-470 no parque. O Dnit informou que já fez uma reunião com a equipe da prefeitura sobre o assunto.

Atrasos

O impasse com a duplicação se tornou o mais novo motivo de atraso da abertura do parque. A primeira data prevista pela prefeitura era fevereiro. Depois, a entrega foi transferida para março. Agora, ninguém arrisca previsão.

Os trabalhos de terraplanagem do novo complexo viário da Mafisa, na BR-470, devem durar cerca de cinco meses. Durante este período, predominarão no local máquinas e operários, cenário inadequado para lazer e esportes.

“Imagina a gente abrir o parque lá e ter crianças transitando, famílias e tudo mais, e eles estarem com maquinário impedindo até a entrada principal do parque”, reflete Silva.

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