César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“É chegado o momento da reconciliação entre governantes e governados”

Colunista analisa momento pós-eleitoral e a retomada da confiança nos políticos

César Wolff

César Wolff é advogado e professor da Furb. Foi presidente da subseção Blumenau da Ordem dos Advogados do Brasil entre 2010 e 2015.

“É chegado o momento da reconciliação entre governantes e governados”

Colunista analisa momento pós-eleitoral e a retomada da confiança nos políticos

César Wolff

A necessária reconciliação de governantes e governados

Terminadas as eleições, é chegado o momento da reconciliação entre governantes e governados. É inegável que o duro embate entre as candidaturas afeta não só a harmonia dos correligionários, como também da própria comunidade e até das instituições.

Mas tudo é feito em nome da democracia. Até que se crie um modelo melhor, é no voto que se exerce o que há de mais importante numa República, a soberania popular.

O foço que separa a política tradicional da população não é uma primazia da conjuntura brasileira. Movimentos como a Primavera Árabe, o Brexit, e pela separação da região da Catalunha, na Espanha, revelam que este século 21 já tem, no controle social dos governos, uma de suas primeiras marcas. E não poderia se esperar diferente na chamada Era da Informação, cujo amplo acesso à internet e às mídias sociais a transforma em verdadeira Era da Comunicação.

Mesmo assim, vale dizer, mesmo que a população se revele praticante de uma cidadania ativa, passadas as eleições, é preciso confiar aos eleitos a direção dos governos. O momento pós-eleição deve ser de retomada, invariável, da confiança nos eleitos, sem o que não há Estado Democrático de Direito.

O debate, a partir de agora, deve ser deslocado para dentro dos ministérios e, principalmente, para o interior dos parlamentos. Formado pelo sistema proporcional, o poder Legislativo tem a missão de representar, o tanto quanto possível, os mais diversos segmentos formadores da sociedade civil.

Derradeiramente, é fundamental que a partir desse momento se recobre o protagonismo das políticas públicas e que se coloque em prática a propalada nova forma de se governar. Austeridade nos gastos públicos e assertividade no enfrentamento das reformas necessárias são fundamentais para o desenvolvimento nacional.

A esperança é que, muito em breve, sejam esses os temas dos verdadeiros e bons debates da população, da mídia e dos nossos governantes, ao invés do noticiário policial.

César Wolff escreve sempre às quintas-feiras.

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