EXCLUSIVO – Moradores de rua acusados injustamente de estupro e esfaqueados em Blumenau falam sobre agressões

Autores de facadas serão investigados

EXCLUSIVO – Moradores de rua acusados injustamente de estupro e esfaqueados em Blumenau falam sobre agressões

Autores de facadas serão investigados

Marlos Glatz

Na última segunda-feira, 25, dois moradores de rua foram acusados injustamente de caso de estupro por moradores de Blumenau. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os dois são inocentes. O suspeito pelo crime contra a mulher de 25 anos tinha emprego formal e já foi preso.

A reportagem de O Município Blumenau conversou com uma amiga deles, que foram identificados como Alex Sandro Francisco da Silva e Diego Henrique da Silva. Ela contou a versão das duas vítimas, de acordo com o que eles falaram para ela.

Os dois afirmam que estavam dormindo em uma casa abandonada próxima à escadaria onde aconteceu o estupro, quando cerca de 10 pessoas entraram no local e os agrediram. Eles deram golpes de facas e deixaram ambos bastante feridos.

Eles não tiveram oportunidade de se defender ou mesmo perguntar por qual motivo estavam sendo agredidos. No mesmo dia, ambos foram encaminhados ao hospital e já receberam alta.  Ambos são usuários de droga e, após o ocorrido, foram para uma clínica de reabilitação.

Acusados injustamente: autores serão investigados

Na quinta-feira, 28, em entrevista coletiva, o delegado Felipe Orsi, da Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), confirmou que as pessoas que agrediram Alex e Diego após o caso de estupro serão investigadas.

Orsi explicou que este caso não será conduzido pela Dpcami, e sim por outra delegacia, em uma investigação paralela. Ele afirmou ainda que, confirmada a inocência dos moradores de rua, os autores das facadas deverão responder pelo crime de agressão.

Acusados injustamente: quem é real culpado

O autor do crime é um homem de 21 anos, com 1,65 m de altura e franzino. Ele foi indiciado pelo crime de estupro e tentativa de homicídio. Conforme a polícia, a vítima reconheceu “sem sobra de dúvidas”, que ele era o culpado.

Ainda, conforme a Polícia Civil, ele só não matou a mulher pois era muito franzino. No entanto, além de ter sido estuprada, ela quebrou o nariz e teve ferimentos nas mãos e na cabeça. O homem já tinha um boletim de ocorrência de 2019 por lesão corporal, em uma briga com o padrasto.

Na ocasião, a vítima de 25 anos transitava por uma escadaria ao lado do túnel da Ponte de Ferro quando o homem passou por ela e fez menção de cumprimentar. Depois, ele retornou, se aproximou e deu um “mata-leão” nela. A vítima estava indo trabalhar quando foi agredida.

Ela tentou reagir e gritar, mas foi perdendo a voz e a consciência. O autor a levou para um matagal na rua Rudolfo Augusto Kucker, onde novamente tentou pedir socorro e lutar contra ele. Porém, o agressor usou uma pedra grande para desferir sete golpes na cabeça.

Por uma intuição e coragem da vítima, ela botou as mãos na cabeça, para se proteger dos golpes de pedra. Com isso, teve ferimentos nas mãos. A pedra não foi encontrada pela PC.

Após estar imobilizada e ferida, ela foi estuprada. O crime durou cerca de 30 minutos. Posteriormente, começaram a passar pessoas ao lado da escadaria e ele ouviu algumas vozes, se preocupou e saiu correndo.

Conforme a Polícia Civil, o autor só não matou a vítima porque não tinha muita força física.

Ferimentos

Depois de ter perdido de novo a consciência, a vítima teve forças para levantar e pedir ajuda. Ela foi socorrida por vizinhos, que acionaram a polícia. Posteriormente, foi levada ao hospital e fez diversos exames, principalmente na cabeça.

Além de ter apresentado ferimentos nas mãos, a vítima também quebrou o nariz. Na terça-feira, 27, ela foi liberada do hospital, mais ainda terá um bom tempo de acompanhamento médico por conta das lesões.

Os moradores de rua acusados injustamente e que foram feridos também receberam cuidados médicos.

Investigações

O crime não teve testemunhas, porém, a Polícia Civil conseguiu investigar e traçar a rota que o estuprador fez ao sair do local. Após o crime, ele foi até um edifício, que era do patrão dele. O individuo chegou sujo e com arranhões nos braços. Com a notícia de um estupro na região, o patrão chegou a desconfiar dele, mas acreditava que não. Mesmo assim, ajudou na investigação.

Durante a semana, foram realizadas perícias e buscas. A vítima confirmou “sem sombra de dúvidas” que ele era o individuo. Então, ele foi capturado e preso em flagrante. O criminoso colaborou com a polícia e apresentou a calça ainda suja que usou.

A vítima ainda está muito debilitada, portanto, não foi até a delegacia, mas fez reconhecimento audiovisual. No interrogatório, ele confirmou ser o autor, disse que estava na escadaria e aplicou o mata-leão, mas o restante dos fatos diz não se lembrar.

Vítima aleatória

Segundo a Polícia Civil, a escolha da vítima pelo criminoso foi aleatória. No dia, ela fez intervalo em horário diferente e estava ali quando o autor decidiu praticar o crime. A Polícia Civil se colocou à disposição através da psicóloga policial, para prestar auxílio para ela.


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