Hospital Santo Antônio alerta para lotação da UTI netonatal e pediátrica

Instituição diz não ter condições de receber novos casos de gestantes em que o recém-nascido necessite de UTI

Hospital Santo Antônio alerta para lotação da UTI netonatal e pediátrica

Instituição diz não ter condições de receber novos casos de gestantes em que o recém-nascido necessite de UTI

Redação

O Hospital Santo Antônio enviou um ofício às autoridades de saúde e ao Ministério Público em Blumenau nesta quinta-feira, dia 15, alertando para a lotação dos leitos de UTI neonatal e pediátrica. Segundo a instituição, não há leitos disponíveis e nem previsão de alta para os próximos dias. Com isso, afirmam os diretores, “não temos condições técnicas de receber gestantes de alto risco em que o recém-nascido necessite de vaga de UTI”.

Segundo o documento, todas as medidas internas que poderiam ser tomadas para amenizar a situação já foram feitas. Assinam o ofício a gerente geral do hospital, Izabel Cristina Casarin, e o diretor técnico, Chafic Esper Kallas Filho.

O alerta foi enviado à secretária de Saúde de Blumenau, Maria Regina de Souza Soar, ao promotor Odair Tramontin, à coordenação do Samu, ao setor de regulação de leitos da Regional de Saúde e ao Corpo de Bombeiros.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a secretária Maria Regina de Souza Soar está afastada para se recuperar de um procedimento que fez na semana passada, e, por este motivo, não tem condições de dar entrevista.

A assessoria também informou que este documento só é enviado à secretaria municipal para ciência, mas que a regulação dos casos graves que necessitem de internação é feita pela Central de Regulação de Internações Hospitalares da Macrorregião do Vale do Itajaí (Crivale).

Em contato com a assessoria de comunicação da Agência Regional de Estado, a informação repassada é que o papel do Estado nestes casos é fazer a regulação dos casos graves para a UTI mais próxima que tenha leitos disponíveis.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Santo Antônio, nos últimos dias nasceram mais bebês prematuros que o esperado, gerando a lotação. A situação atípica impede, temporariamente, que os nascidos em outras cidades e que necessitem da UTI sejam trazidos para Blumenau. O atendimento às parturientes de alto risco da cidade não está prejudicado, garante a assessoria.

Com o ofício, a unidade espera que uma solução seja apresentada, como a disponibilização de mais leitos, já que o hospital é referência regional na área.

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