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O Município Blumenau realiza exposição sobre casarões de Blumenau no Shopping Park Europeu

Projeto é de autoria da jornalista Alice Kienen, com imagens de Tiago Schumacher

Segue até 27 de outubro, no Shopping Park Europeu, em Blumenau, a exposição Casarões, realizada pelo jornal O Município Blumenau. De autoria da jornalista Alice Kienen, o projeto também conta com a assinatura do cinegrafista e fotógrafo Tiago Schumacher.

A exposição conta com 10 totens que apresentarão fotos dos casarões e um texto contando as histórias de cada imóvel. Também terá um QR Code para que o público possa ver o vídeo completo sobre os prédios.

Além disso, também existirá um trailer em vídeo, que apresentará os 10 casarões. Esse material estará sendo transmitido em uma TV que estará presa em um suporte.

Todos os materiais poderão ser visitados das 10h às 22h, de segunda-feira a sábado. Já no domingo, poderão ser vistos das 14h às 20h.

Ideia

Alice comenta que o objetivo é contar uma parte da história de Blumenau a partir das construções que marcaram épocas.

“Cada imóvel conta uma história, e muitas delas são desconhecidas do público. Muitos dos casarões escolhidos são icônicos na cidade, até por serem quase todos tombados como patrimônios históricos, mas guardavam as histórias deles atrás das portas”, comentou.

O projeto teve duas temporadas, uma neste ano, e outra no ano passado. Ambas as etapas apresentaram cinco casarões da cidade, totalizando dez no final.

“Nessa segunda temporada fomos além e mostramos também o interior dos casarões. Isso foi ainda mais especial para a questão da história blumenauense, já que muitos foram se transformando de moradias para empreendimentos comerciais ou de serviço. O que não significa que eles deixaram de carregar traços e símbolos de quem antes os ocupou”, complementou.

Projeto

Neste ano, Alice diz que o jornal começou a pensar no especial de aniversário de Blumenau em meados de maio. Para ela, esse tipo de produção sempre é uma preparação que toma tempo, até porque são projetos que dependem de muitas pessoas além de tempo para gravação e edição.

Depois de definir quais seriam os cinco casarões e entrar em contato com os envolvidos, as gravações começaram em julho e seguiram até agosto. Nesse meio tempo, também deram início na edição.

“Os nossos desafios acabaram sendo: resgatar a história dos imóveis, já que quem os ocupou inicialmente já não está mais vivo; resgatar imagens que ajudem a contar a história; alinhar as agendas do produtor de vídeo com a dos moradores e com a previsão do tempo”, diz a jornalista.

“Brincamos também que um dos maiores desafios de registrar imóveis na atualidade é “brigar” com os postes de energia elétrica que ficam no meio do caminho do drone, mas no fim o resultado sempre emociona os envolvidos”, complementou.

Proprietários

Lembrando do projeto, a jornalista se recorda das dificuldades peculiares enfrentadas durante as gravações e captações das imagens. Segundo Alice, um dos maiores desafios na primeira temporada foi bater de porta em porta e “convencer” os proprietários a mostrar os casarões. 

“Como nessa segunda temporada conseguimos mostrar o resultado da primeira, essa tarefa foi muito mais fácil. É muito legal ver a reação dos participantes, que ficam emocionados ao verem um imóvel tão relevante e especial para eles sendo retratado dessa forma e tendo esse registro para sempre”, relatou.

Visual

Questionado sobre a atuação no especial, o cinegrafista Tiago Schumacher relata que todos os projetos sempre vêm recheados de curiosidades e fatos que nem todos imaginam. 

“Para mim, que sou do Rio Grande do Sul e não cresci em Blumenau, acabei aprendendo muito sobre a história local. Confesso que cada vez mais me encanto pelo mundo das reportagens e o poder que elas têm de eternizar fatos”, comenta.

“O maior desafio é colocar tantos anos de histórias em alguns poucos minutos. Sentimos que alguns proprietários poderiam falar o dia inteiro, tamanho é o amor que sentem pelas casas. Alguns deles se emocionam lembrando de tudo que viveram nelas e a gente tenta segurar, mas nem sempre conseguimos”, conclui o fotógrafo.

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