Jovem que causou acidente fatal sob efeito de álcool é condenado em Blumenau

Rapaz de 27 anos deu positivo no teste de bafômetro e estava sem habilitação

Jovem que causou acidente fatal sob efeito de álcool é condenado em Blumenau

Rapaz de 27 anos deu positivo no teste de bafômetro e estava sem habilitação

Danubia de Souza

Adriano Labes, de 27 anos, foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto por dirigir embriagado e provocar a morte de uma pessoa no trânsito de Blumenau. A sentença foi proferida no final da tarde desta terça-feira, depois de quase oito horas de julgamento.

O acidente aconteceu no dia 5 de fevereiro deste ano, por volta das 2h na rua Amazonas. Pedro Bauer, de 45 anos, conduzia um Peugeot 206, quando foi atingido por um Santana que invadiu a contramão. Segundo testemunhas, Bauer estava a caminho do trabalho. Com o impacto da batida, a vítima foi projetada para fora do veículo. Esse indício levantou a hipótese de que ele estava sem o cinto de segurança – situação levantada pela defesa durante o júri popular. Bauer chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

O motorista do Santana, Adriano Labes, foi submetido ao teste de bafômetro que acusou 0,46 miligramas de álcool por litro de sangue. Segundo a Guarda de Trânsito, ele também não possuía Carteira Nacional de Habilitação. Labes foi preso em flagrante no dia do acidente e, desde então, aguardava o julgamento preso. Ele foi enquadrado por dolo eventual, que é quando o agente, mesmo sem querer, assume o risco de produzir o crime.

A decisão é em primeira instância, e ainda cabe recurso. A reportagem tentou conversar com o advogado Amarildo Pereira, que defende Labes, mas não conseguiu contato.

O julgamento gerou interesse de pessoas envolvidas com a segurança no trânsito, como a instrutora Márcia Pontes, que acompanhou da plateia.

“Essa pena de 7 anos de reclusão traz para a sociedade a esperança de que um dia essa impunidade vai acabar! Porém, quando é réu primário, tem bons antecedentes e endereço fixo, essa pena é reduzida. Nesse ponto as leis brasileiras ainda são muito brandas”, analisou Márcia.

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