Plano de Arborização de Blumenau é motivo de divergência entre vereadores e Semmas

Possível paralisação de estudos foi criticada por vereadores; Secretaria refuta e diz que trabalhos seguem acontecendo

Durante a sessão da Câmara de Vereadores do último dia 9, os vereadores Bruno Cunha (Cidadania) e Adriano Pereira (PT) fizeram críticas à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) de Blumenau. De acordo com a fala de ambos, há uma paralisação nos estudos para a criação do Plano de Arborização na cidade, além da falta de atenção para o corte e plantio de árvores.

Em sua fala, Cunha cita que os estudos para  Plano de Arborização estariam paralisados, devido a problemas burocráticos. Logo em seguida, foi a vez do vereador Adriano Pereira, que citou o corte de árvores na área central de Blumenau, que segundo ele, está sendo feita sem a substituição.

Outra situação citada foi sobre a grande presença de espécie de árvore Spathodea campanulata, que segundo biólogos, faz mal a abelhas e pássaros. Veja no vídeo os pronunciamentos:

Ao ser questionado pela reportagem sobre quais seriam os problemas burocráticos que teriam causado a suposta paralisação, o vereador afirmou que há imbróglios envolvendo a Semmas e a Universidade Regional de Blumenau (Furb), que são os principais pilares para o Plano de Arborização.

“A Furb não continua porque diz que a prefeitura não paga, e a prefeitura não paga porque diz que a Furb não entrega uma prestação de contas e ela não pode pagar. Tá um rolo que perdura mais de um ano e esse projeto está parado”.

O que diz a Semmas

O Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) Eder Boron refutou as falas do vereador Bruno Cunha. Segundo Boron, os estudos do Plano de Arborização seguem sendo executados e os problemas envolvendo a Furb aconteceram devido à pandemia de Covid-19.

“A Furb dependia da mão de obra dos acadêmicos, que fariam o trabalho de campo de identificação das árvores e estipulação de novos locais para futuros plantios. Com a pandemia e a suspensão das aulas, não teria condição de promover o desenvolvimento do plano. Recursos financeiros temos de sobra, inclusive temos mais de R$ 2,5 milhões no fundo do meio ambiente”, disse o secretário.

Ainda segundo ele, desde a suspensão da parceria com a Furb, os estudos seguiram sendo feitos pela equipe interna da Semmas, que deverá ser quem irá concluí-lo.

“O plano de arborização urbana é complementar do principal, que é o Plano de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, que foi desenvolvido pela equipe interna da Semmas (…) Com esse base pronto, daremos continuidade ao desenvolvimento do plano de arborização urbana”, explicou.

Além disso, Boron também refutou as falas do vereador Adriano Pereira, citando que estão “cumprindo a risca” a lei existente no município – criada pelo próprio vereador – que impede a produção e plantio da espécie spathodeas, mas não o corte das existentes.

O que é o Plano de Arborização de Blumenau

Os estudos para a criação de um Plano de Arborização foram iniciados em 2017, ainda no governo Napoleão Bernardes. Ele foi dividido em quatro etapas: planejamento e organização, diagnóstico, prognóstico e elaboração do plano.

Já naquela época, por meio de parceria entre a Faema e Furb, equipes formadas por técnicos e estudantes de engenharia florestal iniciaram as análises de todas as árvores da cidade.

O objetivo principal é definir quais plantas deverão ser removidas, podadas ou eliminadas dos bairros do município e como deve ser feito o replantio nos locais de cortes.


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