Quatro vereadores mudaram de posição sobre o Dia do Orgulho LGBT

Parlamentares haviam sido favoráveis ao projeto de lei, mas acataram orientação do Executivo

Quatro vereadores mudaram de posição sobre o Dia do Orgulho LGBT

Parlamentares haviam sido favoráveis ao projeto de lei, mas acataram orientação do Executivo

Alice Kienen

Em menos de 30 dias, quatro vereadores de Blumenau mudaram de ideia sobre a criação do Dia do Orgulho LGBT e da Parada do Orgulho LGBT na cidade. O projeto havia sido aprovado com ampla maioria, em 19 de março, mas nesta terça-feira, 16, somente quatro mantiveram o apoio à proposta.

Na semana passada, o prefeito Mário Hildebrandt vetou o projeto de lei. Logo em seguida, o vereador Jovino Cardoso Neto (PROS) apresentou um requerimento para acelerar a apreciação do veto, que foi acatado pela maioria dos parlamentares.

Alexandre Matias (PSDB), Cezar Cim (PP), Jens Mantau (PSDB) e Sylvio Zimmermann (PSDB) haviam dito “sim” para a proposta do suplente de vereador Lenilso Silva (PT), mas mudaram de ideia por orientação do governo municipal. O líder do governo no Legislativo confirmou que a bancada governista foi orientada a acatar o veto:

“Diante do argumento jurídico, e por ser líder do governo, eu optei por manter o veto do prefeito”, explicou Alexandre Matias.

Para ser derrubado, o veto precisaria receber oito votos contrários. Ou seja, a maioria do legislativo, que conta com 15 vereadores. Foram apenas quatro, de Adriano Pereira (PT), Ailton de Souza, o Ito (PR), Bruno Cunha (PSB) e Alexandre Caminha (PP). Caso os vereadores do PSDB e Cim tivessem mantido a posição, o projeto não teria sido engavetado.

Almir Vieira (PP) também havia sido favorável ao projeto, porém estava ausente na votação do veto. Oldemar Becker (DEM) e Zeca Bombeiro (SD) se abstiveram e o Prof. Gilson (PSD) está de licença.

Inicialmente, apenas três vereadores haviam se posicionado contrários ao projeto de lei. Foram eles Jovino Cardoso Neto (PROS), Marcos da Rosa (DEM) e Oldemar Becker (DEM).

Argumentos do prefeito

Mário Hildebrandt utilizou argumentos jurídicos para vetar o projeto de lei que incluía o Dia do Orgulho LGBT e a Parada do Orgulho LGBT no calendário de eventos de Blumenau. Segundo ele, a determinação poderia dar abertura para que o evento dependesse de dinheiro do caixa municipal para ocorrer.

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