Não é de hoje que o nome Amin e o Partido Progressista (PP), que em décadas passadas já foi Partido Democrático Social (PDS), um partido de direito fundado em 1980 depois do fim do bipartidarismo imposto pelo militarismo de 1964, se confundem.

Aqui mesmo em Blumenau, sempre que Amin se candidata para algum cargo, acaba tendo grande número de votos a seu favor e ainda goza de prestígio em Santa Catarina, haja vista que Esperidião é senador da república, Ângela é deputada federal e João é deputado estadual.

Mas parece que a família Amin está perdendo força dentro do PP, pois o partido correu para os braços do governador Carlos Moisés depois que o deputado estadual José Milton Scheffer foi convidado para ser o novo líder do governo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e o seu colega de bancada, deputado Altair Silva, foi chamado por Moisés para assumir a secretaria de Agricultura, Pesca e Desenvolvimento rural.

Como já era esperado, João Amin, que também é deputado estadual, se posicionou contrário, mandando inclusive uma carta aos filiados pepistas se dizendo surpreso a estas posições. Desta forma foi escancarada a divergência que há hoje no PP desde a derrota considerável que ocorreu em Florianópolis, depois que Ângela Amin acabou ficando na quarta posição, quando na verdade esperava-se que ela vencesse o atual prefeito Gean Loureiro (DEM), que abocanhou a prefeitura ainda no primeiro turno.

Dizia-se durante a eleição municipal de 2020 em Florianópolis que a divulgação de um suposto estupro cometido por Gean Loureiro contra uma funcionária pública da capital teria sido orquestrada pela coligação de Ângela, mas esse fato nunca foi provado e tudo não passou de especulação.

Mas voltando a carta de João Amin, ele descreve que “o motivo desta carta é externar minha opinião sobre o rumo do PP”. Em outro trecho ele continua dizendo que “bom navegador, independente do vento, sabe onde quer chegar. Recebo, com nenhuma surpresa, a notícia que o governador Moisés quer a contribuição de dois Deputados do nosso partido para o seu governo… O nosso estado de Santa Catarina está acima de tudo. Porém, me espanta fazermos parte de um governo que atacou tanto a política e os políticos, se montou com pessoas desqualificadas, ditas técnicas, e fez um segundo ano de mandato desastroso”.

João Amin foi um dos deputados que fez parte da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou, por dois meses, a compra dos 200 respiradores da Veigamed por R$ 33 milhões. Daquele grupo de deputados, apenas ele e o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) se declaram abertamente opositores do governo Moisés dentro da Alesc.

João Amin termina dizendo na sua carta que “continuarei exercendo o papel que as urnas me obrigam. Atuando com independência e votando a favor do Estado e, não do governo, nas propostas que acredito boas para os catarinenses”.

Um fato que contribuiu para que o PP de Sanhta Catarina fosse apoiar o governo de Carlos Moisés é que o presidente estadual da sigla, Silvio Dreveck, com a ida de Altair Silva para a secretaria de Agricultura, assume como suplente uma cadeira na Assembleia, aumentando ainda mais o número de deputados que votam com o governo no legislativo catarinense.

Não se sabe quais serão os próximos passos da família Amin dentro do PP, mas tudo que está acontecendo dentro do partido tem como objetivo as eleições de 2022, que terá João e Ângela disputando a reeleição para deputado estadual e deputado federam respectivamente. O problema é que podem ter que estampar uma foto de Moisés nos seus santinhos caso o governador de Santa Catarina também decida ir para uma reeleição, o que hoje é visto como provável dentro do governo.


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