Sete dados sobre emprego que indicam quem mais sofre na crise em Blumenau

Levantamento do Sigad/Furb mostra que, em 2016, mercado de trabalho recuou a um patamar próximo ao de 2010

Sete dados sobre emprego que indicam quem mais sofre na crise em Blumenau

Levantamento do Sigad/Furb mostra que, em 2016, mercado de trabalho recuou a um patamar próximo ao de 2010

Redação

O mercado de trabalho de Blumenau recuou a um patamar próximo ao de 2010, revela estudo da Furb. O levantamento leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2016, divulgado pelo Ministério do Trabalho na semana passada. A Rais funciona como um censo do mercado de trabalho formal.

Segundo o Sistema de Informações Gerenciais e de Apoio à Decisão (Sigad), da Furb, o número total de empregos formais recuou de 132.925 em 2015 para 129.646 em 2016, uma queda de 2,47% (em Santa Catarina a queda foi de 2,09% e no Brasil, de 4,16%).

À parte Florianópolis, que teve saldo positivo de 5.723 empregos (maior parte professores do Estado), Blumenau (-2,47%) está um pouco pior que Criciúma (-1,73%) e Chapecó (-1,91%), e melhor que Joinville (-3,69%), São José (-5,04%), Itajaí (-5,41%) e Jaraguá do Sul (-6,28%).

O estudo é detalhado e traz informações sobre quem mais sofre mais em tempos de crise no mercado de trabalho local. Confira abaixo cinco fatos revelados pelo Sigad/Furb:

  1. Com emprego em baixa, os salários sobem pouco

O salário médio do blumenauense evoluiu de R$ 2.334,88 em 2015 para R$ 2.513,26 em 2016, o que representa crescimento nominal de 7,64%. Porém, ao ajustar os valores à inflação local (IVGP-Furb), o crescimento real médio é de apenas 0,11%.

2. Indústria e serviços demitem; administração pública contrata

Na análise dos dados por setores da economia observou-se que a Indústria de Transformação, que ocupa 33% da massa de trabalhadores de Blumenau, foi o setor que mais eliminou postos de trabalho (-1.353). O segundo que mais demitiu foi o setor de Serviços (-1.266), responsável por 36% dos empregos. Por outro lado, a administração pública, setor que representa 6% da massa de trabalhadores de Blumenau, teve saldo positivo de 1.339 empregos, passando de 6.518 em 2015 para 7.857 em 2016.

3. Escritórios perderam mais vagas

Os escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos, apresentaram a maior redução no número de empregos formais (-761), seguidos de escriturários contábeis e de finanças (-455), trabalhadores da construção civil e obras públicas (-403), condutores de veículos e operadores de equipamentos de movimentação de cargas (-376) e professores e instrutores do ensino profissional (-265).

4. Ano foi bom para os professores

Por outro lado, os professores de nível superior, na educação infantil e no ensino fundamental, obtiveram o maior número de admissões em 2016 (777), seguidos de professores leigos no ensino fundamental e no profissionalizante (464), profissionais de relações públicas, publicidade, marketing e comercialização (368), professores do ensino médio (184) e operadores de instalações em indústrias químicas petroquímicas e afins (141).

5. Quanto maior a instrução, menor o número de demissões

Por fim, em termos de grau de instrução, somente o grupo de trabalhadores com o Superior Completo obteve saldo positivo (1.282). Trabalhadores com Fundamental Completo foi o que teve o maior saldo negativo (-2.004), seguido de Médio Incompleto (-1.083). Ou seja, quanto maior o grau de instrução, mais protegido estava o trabalhador.

6. Crise no emprego foi grave, mas já houve piores
A série histórica mostra que a queda acumulada do emprego em 2015 e 2016 (que totaliza 7.700 vagas a menos) é inferior aos períodos 1994-1998 (-8.693) e 1990-1991 (-12.169).
7. Na última década, Blumenau cresceu menos que SC e o Brasil

O Sigad/Furb ainda comparou a evolução de empregos formais em Blumenau com Santa Catarina e Brasil nos últimos dez anos (2007-2016). O crescimento no nível de emprego nesse período na cidade (24,05%) foi inferior ao Estado (35,63%) e ao País (31,02%).

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