Como está investigação dos agressores de moradores de rua em Blumenau

Delegado responsável pelo caso afirmou que o inquérito já foi aberto e investigação está em curso

Como está investigação dos agressores de moradores de rua em Blumenau

Delegado responsável pelo caso afirmou que o inquérito já foi aberto e investigação está em curso

Eliz Haacke

O delegado da 2º Delegacia de Polícia, Rodrigo Marchetti, investiga o caso dos moradores de rua que foram agredidos após o caso de estupro no bairro Ponta Aguda, em Blumenau. Os casos ocorreram no dia 25 de setembro e chocaram a região. A investigação do caso está em curso.

Os dois homens estavam em uma casa abandonada e foram acusados injustamente por algumas testemunhas que acreditavam que eles eram os autores do estupro. No entanto, as investigações concluíram que eles não tinham relação com o crime. O verdadeiro autor do estupro já foi identificado e preso.

De acordo com Marchetti, as pessoas em situação de rua relataram que estavam dormindo na casa abandonada e foram acordadas com as agressões. Segundo o delegado, há vários agressores envolvidos no caso. Um dos homens foi esfaqueado pelos autores das agressões. Para fugir do local, os moradores de rua pularam uma janela.

Segundo o delegado, as pessoas “queriam fazer justiça com as próprias mãos” e acabaram agredindo os moradores de rua. Marchetti informou que ainda não é possível divulgar os detalhes da investigação.

No entanto, ele afirmou que até o momento nenhum dos envolvidos nas agressões foi preso. O prazo da investigação é de 30 dias, mas o período poderá ser prolongado de acordo com os trabalhos do delegado.

Relembre o caso

De acordo com as informações relatadas pela polícia, nenhum dos dois estava envolvido com o crime, e são, portanto, inocentes. Tudo indica que o autor foi um homem, de 21 anos, já preso, e que tinha trabalho formal – foi o seu patrão, inclusive, que contribuiu com as investigações.

Segundo o delegado Felipe Orsi, titular da Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), responsável pela investigação do caso de estupro, explicou que o caso de agressão dos moradores de rua não será conduzido pela Dpcami, e sim por outra delegacia, em uma investigação paralela. Ele afirmou ainda que, uma vez confirmada a inocência, os autores deverão responder pelo crime de agressão.

Moradores de rua esfaqueados

Após descobrirem que a jovem havia sido estuprada, algumas testemunhas iniciaram buscas na região. Dois homens em situação de rua foram esfaqueados por eles. Porém, a vítima afirma que eles não estavam envolvidos no crime.

O Samu foi acionado para socorrer a mulher e os dois homens. Todos foram hospitalizados.

Detalhes do crime

Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa no dia 28 de setembro, para detalhar as investigações do crime de estupro em plena luz no dia, que aconteceu em Blumenau no dia 25 de setembro.

O autor do crime é um homem de 21 anos, com 1,65 m de altura e franzino. Ele foi indiciado pelo crime de estupro e tentativa de homicídio. De acordo com a polícia, a vítima reconheceu “sem sombra de dúvidas”, que ele era o culpado.

Ainda, conforme a Polícia Civil, ele só não matou a mulher pois era muito franzino. No entanto, além de ter sido estuprada, ela quebrou o nariz e teve ferimentos nas mãos e na cabeça. O homem já tinha um boletim de ocorrência de 2019 por lesão corporal, em uma briga com o padrasto.

Na ocasião, a vítima de 25 anos transitava por uma escadaria ao lado do túnel da Ponte de Ferro quando o homem passou por ela e fez menção de cumprimentar. Depois, ele retornou, se aproximou e deu um “mata-leão” nela. A vítima estava indo trabalhar quando foi agredida.

Ela tentou reagir e gritar, mas foi perdendo a voz e a consciência. O autor a levou para um matagal na rua Rudolfo Augusto Kucker, onde novamente ela tentou pedir socorro e lutar contra ele. Porém, o agressor usou uma pedra grande para desferir sete golpes na cabeça.

Por uma intuição e coragem da vítima, ela botou as mãos na cabeça, pra se proteger dos golpes de pedra. Com isso, teve ferimentos nas mãos. A pedra não foi encontrada pela PC.

Após estar imobilizada e ferida, ela foi estuprada. O crime durou cerca de 30 minutos. Posteriormente, começaram a passar pessoas ao lado da escadaria e ele ouviu algumas vozes, se preocupou e saiu correndo.

Conforme a Polícia Civil, o autor só não matou a vítima porque não tinha muita força física.

Ferimentos

Depois de ter perdido de novo a consciência, a vítima teve forças para levantar e pedir ajuda. Ela foi socorrida por vizinhos, que acionaram a polícia. Posteriormente, foi levada ao hospital e fez diversos exames, principalmente na cabeça.

Além de ter apresentado ferimentos nas mãos, a vítima também quebrou o nariz. Na terça-feira, 27, ela foi liberada do hospital, mas ainda terá um bom tempo de acompanhamento médico por conta das lesões.


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