Comunidade reivindica e Faema suspende obras para resgatar tartarugas

Animais vivem em um local que será canalizado para construção de uma nova empresa, no bairro Itoupavazinha

Comunidade reivindica e Faema suspende obras para resgatar tartarugas

Animais vivem em um local que será canalizado para construção de uma nova empresa, no bairro Itoupavazinha

Bianca Bertoli

Após a reivindicação de moradores do bairro Itoupavazinha, Faema e Polícia Militar Ambiental avaliam uma maneira de resgatar tartarugas (ou cágados) de um pequeno córrego na rua Arno Delling. No local, uma empreiteira realiza obras para a construção de uma empresa.

“Para a gente é ótimo ter uma empresa aqui, só que tem que ter cuidado com o que tem ali. Quando a lei é pra um, é pra todo mundo”, defende Juliana dos Santos Medeiros, uma das responsáveis por procurar a fiscalização da Faema e informar a PM Ambiental.

Ela, que vive há dez anos em uma residência em uma via transversal à Arno Delling, conta que os animais são vistos e preservados por todos da comunidade. Houve ocasião em que os bichos saíram da água e foi possível observar ao menos dez enfileirados em um tronco de árvore. A maioria são pequenos, mas alguns têm, segundo Juliana, o tamanho dos tachões que separam as pistas nas estradas (popularmente chamados de tartarugas).

Ainda de acordo com a moradora, o pedido para que os órgãos visitassem o local foi feito há quase três semanas.

“Nós fomos no dia 5 e não localizamos os animais. Fomos novamente no dia 8 ou 9 e vimos um ou dois indivíduos”, lembra o presidente da Faema, Éder Boron.

Depois disso, a equipe voltou ao local com a PM Ambiental, entrou na vala e fotografou o que presenciou. A Faema solicitou na semana passada a suspensão das atividades no córrego até esta quarta-feira, 24. Na tarde desta terça, 23, as duas instituições definirão o que fazer com os animais.

“Bem no final do terreno, no terreno de outra pessoa, tem um tipo de açude e lá tem um monte de tartarugas. Elas vem de lá pra cá e daqui pra lá”, sugere como solução a moradora.

Com o remanejamento, a Faema e PM Ambiental conseguirão detalhar a espécie dos indivíduos.

Descaracterização do córrego

Há um ano e meio a empresa entrou com um processo para descaracterizar o córrego como curso hídrico. A Faema aceitou o pedido por entender que é uma vala de escoamento de água da chuva e esgoto. Com isso, a empresa solicitou autorização para realizar a drenagem e, após receber o alvará, iniciou as obras de canalização.

“Essa canalização está sendo feita paralelamente a essa vala e no futuro vai haver a terraplanagem”, explica Boron.

À época, segundo o presidente, a Faema não avistou nenhuma tartaruga. A presença dos animais só foi percebida após a denúncia da comunidade, quando as máquinas chegaram na vala.

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