Menino que pediu remédio para câncer ao Papai Noel não terá o medicamento até o Natal

Pais do menino Gabriel e comunidade fazem vaquinha e pastelada para comprar medicamento recusado pelo governo estadual

Menino que pediu remédio para câncer ao Papai Noel não terá o medicamento até o Natal

Pais do menino Gabriel e comunidade fazem vaquinha e pastelada para comprar medicamento recusado pelo governo estadual

Danubia de Souza

No mês passado uma cartinha ao Papai Noel emocionou a todos na Escola Pedro II, em Blumenau. O aluno Gabriel Martinelli da Rosa, de 10 anos, pediu como presente de Natal uma vacina para tratamento do câncer.

“Oi, meu nome é Gabriel. Eu queria ganhar minha vacina. Eu tenho câncer e tenho medo de morrer… Eu queria ser curado e acabar com tudo isso”.

A cartinha do menino ganhou repercussão em todo Brasil. Mas, apesar da mobilização em torno do caso dele, Gabriel não terá o pedido atendido até o Natal:

“O Governo do estado negou pela terceira vez o fornecimento do remédio pelo SUS. Eles somente ofereceram uma ajuda de R$ 1,5 mil por mês, sendo que o medicamento custa quase R$ 9 mil. Nós entramos com uma ação na Justiça, mas o processo ainda está em andamento. Não tem jeito, nós estamos fazendo uma vaquinha para conseguir comprar o medicamento. Ainda faltam cerca de R$ 30 mil, mas se tudo der certo no início de janeiro a gente compra”, explica o pai de Gabriel, João Carlos da Rosa.

Gabriel luta contra um câncer na cabeça há 8 meses. O caso dele não tem cirurgia. Ele precisa tomar três vezes por semana uma injeção de beta-interferon, um medicamento de alto custo para estabilizar o tumor.

O tratamento completo custa mais de R$ 90 mil reais. Para ajudar a família, clique aqui e participe da vaquinha. Nesta sexta-feira à noite há outra chance de ajudar. Uma pastelada beneficente ocorre a partir das 18h, na Paróquia Santa Cruz, na Rua José Reuter. Além da pastelada, a escola onde o menino estuda fez uma vaquinha on line. Clique aqui para doar.

A reportagem procurou a Agência de Desenvolvimento Regional e a assessoria de imprensa do Governo do Estado, mas não obteve uma resposta sobre o caso.

 

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