Ministério Público pede a prisão preventiva do ex-deputado João Pizzolatti

Caso tem relação com o acidente de trânsito na rodovia Werner Duwe em dezembro de 2017

Ministério Público pede a prisão preventiva do ex-deputado João Pizzolatti

Caso tem relação com o acidente de trânsito na rodovia Werner Duwe em dezembro de 2017

Evandro de Assis

O Ministério Público pediu nesta quinta-feira, 27, a prisão preventiva do ex-deputado federal João Pizzolatti no processo que ele responde pelo envolvimento em um acidente de trânsito. Entre outras razões, a promotora Luciana Schaefer Filomeno argumenta que Pizzolatti teria desobedecido a ordem judicial que suspendeu sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Luciana apresentou duas multas de trânsito emitidas em agosto deste ano. No dia 13, a infração emitida foi por “dirigir veículo segurando telefone celular”, em uma rua de Palhoça, na Grande Florianópolis. No dia 23, o ex-deputado foi multado em Rodeio por excesso de velocidade. Nas duas multas, o condutor identificado é João Alberto Pizzolatti Jr., proprietário do veículo, uma caminhonete Pajero, com placas de Blumenau.

Pizzolatti nega

Por lei, quando o proprietário do veículo não identifica outro condutor até 15 depois de receber a notificação da multa pelo correio, é considerado o autor da infração. O advogado de João Pizzolatti, Honório Nichelatti Júnior, enviou uma nota à reportagem negando que seu cliente tenha voltado a dirigir após o acidente:

“A defesa entende que não há motivos para a decretação de uma prisão preventiva por absoluta ausência de requisitos, conforme comprovará documentalmente no processo. A defesa também informa que após os fatos João Pizzolatti não voltou mais a dirigir veículos automotores. O automóvel cujas multas estão vinculadas apenas se encontra em nome de João Pizzolatti; porém, a posse e a condução deste veículo vem sendo realizada por uma terceira pessoa. Tanto é verdade que, por no dia 23/08 – data de uma das infrações – João Pizzolatti se recuperava de uma cirurgia realizada 02(dois) dias antes, estando inclusive impossibilitado de dirigir.”

No dia 20 de dezembro de 2017, o ex-deputado federal João Pizzolatti se envolveu em um grave acidente na rodovia Werner Duwe, que liga Blumenau a Pomerode. Ele estava dirigindo uma caminhonete Volvo que bateu de frente com um Fiat Mobi.

O motorista do Mobi, Paulo Marcelo Santos, 23 anos, sofreu queimaduras graves e ficou vários meses internado em Joinville. Pizzolatti apresentava sinais de embriaguez e foi atendido por policiais e bombeiros militares no local.

Depois foi levado por uma viatura do Corpo de Bombeiros ao Hospital Santa Isabel. Uma vez na casa de saúde, ele deixou o local antes do atendimento ser concluído.

Em um vídeo feito por uma pessoa que estava no local, Pizzolatti admite ter ingerido álcool antes de dirigir. Primeiro, ele diz que assume a responsabilidade pelo acidente. Depois, um homem questiona: “O senhor confessa que está bêbado?”. E ele responde: “Tô”. A defesa de Pizzolatti alegou que ele estava sob o efeito de remédios.

O Ministério Público considerou que o ex-deputado, ao dirigir embriagado, teria cometido uma tentativa de homicídio. A Justiça aceitou a denúncia.

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