Defesa diz que João Pizzolatti estava sob efeito de medicação durante acidente

Resposta foi encaminhada nesta segunda-feira ao Judiciário

Defesa diz que João Pizzolatti estava sob efeito de medicação durante acidente

Resposta foi encaminhada nesta segunda-feira ao Judiciário

Bianca Bertoli

O advogado do ex-deputado federal João Pizzolatti (PP) encaminhou ao juiz da 1ª Vara Criminal de Blumenau um documento onde afirma que o ex-parlamentar estava sob efeito de forte medicação no momento em que se envolveu no acidente de trânsito na rodovia Werner Duwe, em dezembro passado.

O defensor Honório Nichelatti Júnior também pediu que o crime seja revisto. Para ele, não houve tentativa de homicídio, como sustenta o Ministério Público.

A “conduta se amolda ao crime de lesões corporais culposas”, reivindica. Se atendida, a mudança tornará o processo comum, ou seja, o caso não irá mais a júri popular, já que não configurará um crime contra a vida e de forma intencional.

Por nota, a defesa de Pizzolatti reiterou que o pedido tem amparo na legislação atual, já que “as  recentes alterações no Código de Trânsito Brasileiro não tratam os fatos daquele acidente na forma dolosa e sim na forma culposa”.

Na defesa prévia levada ao Judiciário nesta segunda-feira, 16, a defesa também explica o que teria ocorrido no dia do acidente:

“O que causou o acidente naquele fatídico dia foi o fato de ter tomado forte medicação, e, sem lembrar-se dos riscos (culpa), acabou causando uma perda de consciência, o que motivou o descontrole da direção do veículo e a colisão contra a vítima”.

Com a entrega da defesa prévia, o processo pode seguir seu curso normal. Ele estava parado há quase quatro meses porque o oficial de Justiça não conseguia notificar Pizzolatti.

Como foi o acidente na Werner Duwe

No dia 20 de dezembro de 2017, o ex-deputado federal João Pizzolatti se envolveu em um grave acidente na rodovia Werner Duwe, que liga Blumenau a Pomerode. Ele estava dirigindo uma caminhonete Volvo que bateu de frente com um Fiat Mobi.

O motorista do Mobi, Paulo Marcelo Santos, 23 anos, sofreu queimaduras graves e ficou vários meses internado em Joinville. Pizzolatti apresentava sinais de embriaguez e foi atendido por policiais e bombeiros militares no local.

Depois foi levado por uma viatura do Corpo de Bombeiros ao Hospital Santa Isabel. Uma vez na casa de saúde, ele deixou o local antes do atendimento ser concluído.

Em um vídeo feito por uma pessoa que estava no local, Pizzolatti admite ter ingerido álcool antes de dirigir. Primeiro, ele diz que assume a responsabilidade pelo acidente. Depois, um homem questiona: “O senhor confessa que está bêbado?”. E ele responde: “Tô”.

O Ministério Público considerou que o ex-deputado, ao dirigir embriagado, teria cometido uma tentativa de homicídio. A Justiça aceitou a denúncia.

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