Caso das marmitas: após três meses sem atualizações, investigação tem mudança de delegado

Felipe Orsi retornou à DPCAMI

Caso das marmitas: após três meses sem atualizações, investigação tem mudança de delegado

Felipe Orsi retornou à DPCAMI

Alice Kienen

Três meses após a última atualização divulgada à imprensa, o delegado Felipe Orsi não está mais responsável pela investigação do suposto projeto social Alimentando Necessidades. O motivo foi o retorno do policial para a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Blumenau.

Entretanto, com a saída do delegado, não ficou claro se há novidades no caso. A investigação segue na 1ª Delegacia de Polícia de Blumenau, com o delegado Raphael Ikawa. Entretanto, a reportagem entrou em contato com o delegado responsável e não teve retorno.

Última atualização

Em outubro do ano passado, a blumenauense Duda Poleza – responsável pelo Alimentando Necessidades – esteve com a mãe na delegacia apresentando notas fiscais e extratos. Na época, o delegado Felipe Orsi afirmou que os documentos comprovavam que insumos foram comprados com as doações.

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Entretanto, o policial também ressaltou que isso não confirmaria que os alimentos foram doados a pessoas em situação de rua e que nenhum recurso teria sido desviado. Ainda assim, na época, nenhuma irregularidade tinha sido encontrada nos documentos entregues.

Caso das Marmitas

O caso ganhou visibilidade quando diversas pessoas que fizeram doações e outras que seguiram o projeto, começaram a desconfiar da veracidade da ação após um grupo de pesquisa autônomo publicar uma espécie de “dossiê” sobre o caso.

A desconfiança começou pela quantidade de fios (expressão usada no Twitter para contar histórias em uma sequência de postagens) que engajaram nos perfis das duas coordenadoras do projeto, Duda Poleza e sua suposta amiga, Taynara Motta.

Ambas publicaram prints de conversas que tiveram milhares de reações e divulgaram ainda mais o projeto. Em um dos casos um rapaz pede fotos nuas em troca de doação, já em outro uma pessoa oferece uma suposta carne vencida para que seja utilizada nas marmitas.

Ainda em outubro do ano passado, a Polícia Civil conseguiu confirmar que Taynara Motta não existia. A foto utilizada no perfil pertencia a uma adolescente de outro estado, que acabou sendo vítima da exposição.

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